segunda-feira, 28 de março de 2016

PMDB tentando se arrumar para tomar conta do poder

Temer e Renan fecharam acordo para que ministros entreguem cargos, diz Eunício

O líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE), afirmou nesta segunda, 28, ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, que foi fechado um acordo entre o presidente do partido Michel Temer, vice-presidente da República, e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para que os ministros do partido entreguem os cargos na convenção marcada para a tarde desta terça-feira (29).
Eunício, que também é tesoureiro da legenda, participou do encontro dos dois realizado nesta segunda-feira na residência oficial do presidente do Senado. O líder peemedebista ressaltou que, com a decisão, os cargos ficarão à disposição da presidente Dilma Rousseff e não poderão ser mais considerados cota do partido no governo.
Atualmente, o PMDB ocupa sete pastas na Esplanada dos Ministérios. Segundo ele, a tendência é que não haja qualquer prazo extra para os ministros devolverem os postos. “Se ficar (no cargo), estará na cota pessoal da presidente”, explicou Eunício.
A tendência é que a decisão de desembarque do governo deverá ocorrer por aclamação. Logo depois do encontro entre Renan, Temer e Eunício, o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, referendou a primeira baixa do partido ao pedir exoneração do cargo. Segundo informações de bastidores, os ministros de Minas e Energia, Eduardo Braga, e da Saúde, Marcelo Castro, são os dois que mais resistem a devolver os cargos

Feitiço contra feiticeiro

Aécio se torna no principal alvo dos investigadores da Lava Jato, diz colunista


O senador Delcídio do Amaral tem dito a fontes próximas que agora o senador Aécio Neves (MG), líder do PSDB, se tornou no principal alvo da Operação Lava Jato agora, segundo o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

Os investigadores estão atrás da oposição e querem "arrastar um peixe grande tucano", segundo o colunista, para não serem acusados de fazer uma investigação partidarizada, que busca incriminar somente o PT.

Ainda segundo a coluna, uma investigação em cima do senador seria uma forma de contrabalançar a operação e as acusações que a Operação vem sofrendo nos últimos dias.

(Notícias ao Minuto)

Jean Wyllys no Facebook


Há um dito popular no Nordeste (pelo menos, eu o ouvi por lá) que escancara uma verdade: "O mal do esperto é pensar que todo mundo é besta". Lobão, depois de anos reproduzindo teorias conspiratórias da época da guerra fria; compartilhando calúnias e mentiras na internet não só contra o PT, Lula, Dilma e seus governos, mas também contra os valores políticos progressistas e humanistas ou de esquerda; insultando pessoas que lhe alertavam de sua burrice motivada ou indignação seletiva, bem como desafetos históricos que lhe ignoravam; e de insuflar a manada de analfabetos políticos e fascistas que lhe cultua na internet contra pessoas idôneas (sua última façanha nesse sentido foi divulgar o endereço do filho do ministro do STF Teori Zavascki em seu perfil no Twitter e pedir que a manada de fascistas fosse lá ameaçá-lo pelo fato de seu pai ter dado algum limite às arbitrariedades do juiz Sérgio Moro contra Lula); depois de anos fazendo isso, Lobão decide, num milagre de Páscoa, pedir perdão a Caetano Veloso, Gilberto Gil e Chico Buarque por ter sido desonesto e insultuoso com os três esse tempo todo pelo simples fato de serem críticos dos analfabetos políticos. E Lobão fez seu pedido de perdão em O Globo, que, não bastasse ter lhe aberto o espaço na edição de Domingo de Páscoa (até parece ter sido sugestão de marqueteiro), hoje traz essa nova matéria sobre o fato. Ora, ora, ora... Será que Lobão e O Globo pensam, como o esperto do dito popular, que nós somos bestas? O Globo é hoje um dos principais porta-vozes dos articuladores e patrocinadores do novo golpe contra a frágil democracia brasileira. Aliás, não tem se limitado ao papel de porta-voz acrítico de canalhas e conspiradores corruptos de partidos como PSDB, DEM, PMDB e Solidariedade: tem sido um dos protagonistas, com uma cobertura parcial, partidária, manipuladora e desonesta intelectualmente dos fatos da política. Por que O Globo - que esses anos todos cagou para os desvarios e crimes contra a honra praticados por Lobão nas redes sociais - agora quer ajudá-lo a se lavar dessa lama? Por que Lobão teme uma punição séria agora que cometeu crime contra o filho de um ministro do STF? Ou por que O Globo e Lobão farejam que a manada, por eles, tocada por meio de mentiras, calúnias, difamações e manipulações está disposta a derramar sangue inocente e eles não querem a conta desse mal? Ora, O Globo e Lobão, não lhes parece um pouco tarde para esse seu teatro dos vampiros? Se houver algum entendimento daqui pra frente com a turba que vocês insuflaram, não será por causa desse teatro, mas porque NÓS estamos num esforço sobre-humano para conter os fascistas, esclarecer as pessoas manipuladas e estimular a vida com pensamento entre aqueles que ainda a desejam. Nós não somos bestas!    



Deputado Ivo Gomes convida

Convidamos a tds, especialmente a população do grande Bom Jardim, para a nossa segunda audiência pública. Continuamos nossa busca por razões que levam nossos adolescentes a matarem ou morrerem. (Ivo Gomes)

Quem é quem no jogo político

Guimarães diz que Temer "comanda golpe" e PMDB não vai deixar benefícios do Governo

A declaração foi feita às vésperas da reunião do PMDB que vai decidir sobre o futuro da aliança nacional com o PT

LUIS MACEDO / CÂMARA DOS DEPUTADOS
Guimarães é líder do Governo na Câmara dos Deputados(0)
O líder do Governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), acusou o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), de “comandar o golpe" contra a presidente Dilma Rousseff. A declaração foi feita às vésperas da reunião do PMDB que vai decidir sobre o futuro da aliança nacional com o PT. Nesta segunda-feira, 28, antes de embarcar para Brasília, o deputado falou sobre a possível saída do PMDB do Governo e disse duvidar que deputados e senadores queiram abrir mão dos benefícios da aliança. 

Guimarães ressaltou a visita do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Fortaleza, no sábado, 2. Segundo ele, a visita de Lula faz parte de estratégia de mobilização nacional contra o impeachment da presidente. “A vinda dele é fundamental e estratégica aqui para o Ceará”, pontuou o deputado. 

Questionado sobre a possibilidade de o PMDB desembarcar do Governo Dilma, o líder ironizou: “O PMDB é o PMDB. Duvido muito que o PMDB , os deputados principalmente, por mais que o vice-presidente Michel Temer esteja no comando dessa operação do golpe, queiram abrir mão de espaços que tenham no Governo”. 

Guimarães lembrou, por exemplo, que, no Ceará, o PMDB ocupa cargos relevantes como os controles da Companhia Docas, Banco do Nordeste e o Dnocs. Referiu-se, no caso, mais especificamente, ao líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira, que é o padrinho dessas indicações. O deputado frisou ainda que, na última semana, o próprio senador teve encontro com a presidente Dilma. 

Ele ressaltou que o melhor caminho é manter o PMDB no Governo, mas a decisão depende do partido também. “Não estamos para ficar adulando ninguém”, disse Guimarães. O líder do Governo disse ainda que o partido está “acuado, porque a história jamais vai esquecer dessa atitude golpista daqueles que querem o golpe e já se beneficiaram do Governo Lula”. 

Redação O POVO Online
com informações do Blog do Eliomar

Se Dilma cair não cai só

Impeachment de Dilma pode resultar na prisão
de dez ministros, hoje com foro privilegiado


Pelo menos dez ministros de estado do atual governo, ainda circulam pelas ruas com tranquilidade, sem riscos de prisão, em razão do foro privilegiado.

A relação de encrencados começa pelo próprio Jacques Wagner, atualmente o homem mais próximo da presidente, citado na delação premiada de Nestor Cerveró e envolvido criminosamente no esquema em razão de mensagens encontradas no celular de Léo Pinheiro, que denunciam a atuação do ex-governador da Bahia na intermediação de negócios entre a OAS e fundos de pensão.

Aloisio Mercadante, ministro da Educação, envolveu-se na prática de obstrução da Justiça ao tentar silenciar o senador Delcídio do Amaral.

José Eduardo Cardozo, ex-ministro da Justiça e atual advogado geral da União, também está envolvido no esquema, segundo o ex-lider do governo no Senado.

Edinho Silva, da Secretaria de Comunicação da Presidência, está enrolado até o pescoço. Ele é citado na delação premiada do empresário Ricardo Pessoa como beneficiário do esquema de propinas na Petrobras e aparece como responsável por obter recursos junto a farmacêuticas, por meio de contratos fictícios, para pagar despesas da campanha de 2014.

Os peemedebistas Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), ministro do Turismo, e Celso Pansera (PMDB-RJ), ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, também são investigados.

O ministro da Saúde, Marcelo Castro (PMDB-PI) aguarda decisão do Tribunal Superior Eleitoral acerca de uma denúncia por compra de votos na sua campanha a deputado federal. Apresentada pelo Ministério Público Eleitoral, a ação pede a cassação de seu mandato e a aplicação de uma multa.

Seu correligionário Helder Barbalho (PMDB-PA), ministro de Portos, foi acusado pelo Ministério Público Federal de desviar recursos destinados a programas de saúde de Ananindeua (PA), no período em que era prefeito, a partir de uma auditoria do Ministério da Saúde nos contratos feitos com a Prefeitura de Ananindeua, em 2014.

Nelson Barbosa, da Fazenda, também entrou na mira da Justiça. O relatório de uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) recém concluída propõe banir de funções públicas o ministro.


E o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nomeado para a Casa Civil, mas com a posse suspensa por determinação judicial, foi salvo recentemente pelo ministro Teori Zavascki, vez que o seu caso já estava nas mãos do juiz Sérgio Moro e, por enquanto, permanece no STF em razão do envolvimento da própria presidente.

(Brasil Querido)

Piada de mal gosto


O QUE VAI ACONTECER COM O JUIZ FEDERAL QUE SUGERIU A MORTE DA PRESIDENTE NUMA “PIADA”?


Do DCM:
juiz
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O Brasil tem algumas jabuticabas, aquelas coisas que só dão aqui. Uma delas é o recorde mundial de autoritários que falam o que querem e reclamam de uma ditadura.
Outra são os nossos incríveis juízes.
Carteiradas em bafômetros, bate bocas federais, passeios em carros de réus — o que falta?
A nova nessa área veio do juiz federal Alexandre Infante. Ele usou sua conta no Twitter para fazer uma “piada”: “Dilma disse que vai sancionar amanhã a Lei do Feminicídio. Legislando em causa própria?”, escreveu. Em seguida: “Panelaço”.
A reação indignada fez com que ele apagasse o que escreveu.
Infante é de Montes Claros, Minas Gerais, diretor da Associação dos Juízes Federais do Brasil, Ajufe.
Ficará guardado em seu coração o que o levou a cravar essas palavras. Ele sugere a eliminação da presidente, é isso? Foi uma brincadeira? Um ato falho? Faz sentido um magistrado instigar os ânimos quando o ambiente de ódio é patente?
Eu arrisco que é tudo isso junto, mais o ambiente de total e completa histeria e a certeza da impunidade.
Nos Estados Unidos, a terra prometida da liberdade de expressão, um sujeito chamado Donte Jamar, de 21 anos, foi preso em 2012 depois de tuitar que iria “atirar em Obama com aquele negócio do Lee Harvey Oswald”.
Uma besteira. Foi em cana, fim de papo.
Por aqui, o limite é o não limite.
Alexandre Infante se sente confortável o suficiente para fazer o papel de revoltado online porque sabe que não vai dar nada. Qual o problema? O que pode acontecer com ele?
Você sabe a resposta.
Como panelaço pouco é bobagem, no dia 15 de março é provável que ele esteja marchando em alguma capital.

OPINIÃO

‘Congresso gangsterizado não tem legitimidade para julgar sequer síndico de prédio’

Em artigo na Folha de S.Paulo, o professor e filósofo Vladimir Safatle critica o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

A crer no andar atual da carruagem, teremos um golpe de Estado travestido de impeachment já no próximo mês. O vice-presidente conspirador já discute abertamente a nova composição de seu gabinete de “união nacional” com velhos candidatos a presidente sempre derrotados. Um ar de alfazema de República Velha paira no ar.

O presidente da Câmara, homem ilibado que o procurador-geral da República definiu singelamente como “delinquente”, apressa-se em criar uma comissão de impeachment com mais da metade de deputados indiciados a fim de afastar uma presidenta acusada de “pedaladas fiscais” em um país no qual o orçamento é uma mera carta de intenções assumida por todos.

Se valesse realmente este princípio, não sobrava de pé um representante dos poderes executivos. O que se espera, na verdade, é que o impeachment permita jogar na sombra o fato de termos descoberto que a democracia brasileira é uma peça de ficção patrocinada por dinheiro de empreiteiras. Pode-se dizer que um impeachment não é um golpe, mas uma saída constitucional. No entanto, os argumentos elencados no pedido são risíveis, seus executores são réus em processos de corrupção e a lógica de expulsar um dos membros do consórcio governista para preservar os demais é de uma evidência pueril. Uma regra básica da justiça é: quem quer julgar precisa não ter participado dos mesmos atos que julga.

O atual Congresso, envolvido até o pescoço nos escândalos da Petrobras, não tem legitimidade para julgar sequer síndico de prédio e é parte interessada em sua própria sobrevivência. Por estas e outras, esse impeachment elevado à condição de farsa e ópera bufa será a pá de cal na combalida semi-democracia brasileira.

Alguns tentam vender a ideia de que um governo pós-impeachment seria momento de grande catarse de reunificação nacional e retomada das rédeas da economia.

Nada mais falso e os operadores do próximo Estado Oligárquico de Direito sabem disto muito bem. Sustentado em uma polícia militar que agora intervém até em reunião de sindicato para intimidar descontentes, por uma lei antiterrorismo nova em folha e por um poder judiciário capaz de destruir toda possibilidade dos cidadãos se defenderem do Estado quando acusados, operando escutas de advogados, vazamento seletivo e linchamento midiático, é certo que os novos operadores do poder se preparam para anos de recrudescimento de uma nova fase de antagonismos no Brasil em ritmo de bomba de gás lacrimogêneo e bala.

Uma fase na qual não teremos mais o sistema de acordos produzidos pela Nova República, mas teremos, em troca, uma sociedade cindida em dois.

O Brasil nunca foi um país. Ele sempre foi uma fenda. Sequer uma narrativa comum a respeito da ditadura militar fomos capazes de produzir. De certa forma, a Nova República forneceu uma aparência de conciliação que durou 20 anos. Hoje vemos qual foi seu preço: a criação de uma democracia fundada na corrupção generalizada, na explosão periódica de “mares de lama” (desde a CPI dos anões do orçamento) e na paralisia de transformações estruturais.

Tudo o que conseguimos produzir até agora foi uma democracia corrompida. A seguir este rumo, o que produziremos daqui para a frentes será, além disso, um país em estado permanente de guerra civil.

Os defensores do impeachment, quando confrontados à inanidade de seus argumentos, dizem que “alguma coisa precisa ser feita”. Afinal, o lugar vazio do poder é evidente e insuportável, logo, melhor tirar este governo. De fato, a sequência impressionante de casos de corrupção nos governos do PT, aliado à perda de sua base orgânica, eram um convite ao fim.

Assim foi feito. Esses casos não foram inventados pela imprensa, mas foram naturalizados pelo governo como modo normal de funcionamento. Ele paga agora o preço de suas escolhas.

Neste contexto, outras saídas, no entanto, são possíveis. Por exemplo, a melhor maneira de Dilma paralisar seu impeachment é convocando um plebiscito para saber se a população quer que ela e este Congresso Nacional (pois ele é parte orgânica de todo o problema) continuem. Fazer um plebiscito apenas sobre a presidência seria jogar o país nas mãos de um Congresso gangsterizado.


Em situações de crise, o poder instituinte deve ser convocado como única condição possível para reabrir as possibilidades políticas. Seria a melhor maneira de começar uma instauração democrática no país. Mas, a olhar as pesquisas de intenção de voto para presidente, tudo o que a oposição golpista teme atualmente é uma eleição, já que seus candidatos estão simplesmente em queda livre. Daí a reinvenção do impeachment.

Papa diz que o mundo tem sede de esperança

O papa Francisco pediu nesse sábado (26) à Igreja e aos fiéis católicos que difundam a esperança a um mundo sedento dela. A declaração foi feita durante a homilia na vigília do sábado de aleluia, celebrada na basílica de São Pedro. Na Vigília Pascal, ritual da semana santa no qual os católicos aguardam a ressurreição de Jesus Cristo, o papa salientou como hoje é necessária tanta esperança e que é preciso difundi-la e proclamar Cristo ressuscitado “com a vida e com o amor”.
“Se assim não for, seremos um organismo internacional com um grande número de seguidores e boas normas, mas incapaz de apagar a sede de esperança que tem o mundo”, disse.
Numa das cerimônias mais solenes e carregadas de simbologia da Semana Santa, Francisco deu o exemplo de Pedro, que, diante da morte de Cristo, não se deixou “dominar pelas suas dúvidas, afundar pelos remorsos, o medo e os boatos contínuos que não levam a nada”.
“Sem ceder à tristeza ou à escuridão, abriu-se a voz da esperança: deixou que a luz de Deus entrasse no seu coração sem a apagar”, acrescentou Francisco, que também citou as mulheres que socorreram ao sepulcro. O papa indicou aos fiéis que, tal como Pedro e as mulheres, “nem nós encontraremos a vida se permanecermos tristes e sem esperança e fechados em nós mesmos”.
O papa aconselhou a abrir os “túmulos selados para que Jesus entre e os encha de vida” e livrar-se “do rancor e das lajes do passado, das pedras pesadas, das fraquezas e das quedas”. A respeito dessas “pedras pesadas”, Francisco disse que a primeira a remover não pode ser outra senão “ser cristão sem esperança”, o que implica viver “como se o Senhor não tivesse ressuscitado e os problemas fossem o centro da vida”.

(Agência Brasil)

quinta-feira, 24 de março de 2016

Ofensiva contra a Democracia


Imprensa internacional denuncia o golpe no Brasil

Enquanto a Globo abre os caminhos para a marcha do Estado policial no país, periódicos internacionais alertam sobre a ofensiva contra o Estado democrático.


Tatiana Carlotti
Reprodução

Enquanto o PIG (Partido da Imprensa Golpista), Organizações Globo à frente, abre os caminhos para a marcha do Estado policial no país, periódicos internacionais alertam o mundo sobre a ofensiva contra o Estado democrático de direito no Brasil. 

Publicações como o Der Spiegel (Alemanha), The Economist (Inglaterra), El País (Espanha), Público (Portugal), The Guardian (Inglaterra), Página 12 (Argentina) e até mesmo a rede de televisão Al-Jazeera, entre outras, denunciam a ameaça contra a democracia brasileira. E mais: boa parte desses veículos destaca o protagonismo da mídia brasileira no golpe. 

Um exemplo é a publicação alemã Der Spiegel. Sob o título “A Crise Institucional no Brasil: Um Golpe Frio”, no último sábado (19.03.2016), em seu online, a Spiegel citou textualmente a participação das Organizações Globo em prol do impeachment. 

Diz o texto: “parte da oposição e da Justiça age, juntamente com a maior empresa de telecomunicações TV Globo, para estimular uma verdadeira caça às bruxas que tem como alvo o ex-presidente Lula”. O juiz Sérgio Moro também é mencionado, não na carapuça de herói, mas como um juiz que faz política, o “que não é sua função”. 

“Até o momento, Moro não foi bem-sucedido na elaboração de sua acusação contra Lula”, aponta o texto, lembrando que há meses promotores e policiais federais “realizam uma devassa nas finanças e relações pessoais do ex-presidente”, e que “os indícios são ainda frágeis”. Confira tradução aqui).

“Protestos incitados pela mídia”

Na imprensa britânica, um dia após a BBC comparar a política brasileira à série de televisão House of Cards (17.03.2016), Gleen Greenwald, repórter do The Guardian, denunciou o golpe em andamento. Greenwald ficou conhecido mundialmente ao ter sido escolhido por Edgar Snowden para revelar a espionagem em massa do governo norte-americano.

Em artigo publicado no Intercept, ele denuncia que os protestos a favor do impeachment da presidenta Dilma Rousseff são, na verdade, “incitados pela mídia corporativa intensamente concentrada, homogeneizada e poderosa”. Ele propõe também uma forte comparação para dimensionar a ação da mídia no país:

“Considere o papel da Fox News na promoção dos protestos do Tea Party. Agora, imagine o que esses protestos seriam se não fosse apenas a Fox, mas também a ABC, NBC, CBS, a revista Time, o New York Times e o Huffington Post, todos apoiando o movimento do Tea Party”. (Confiram a tradução do texto aqui).

“Isso é o que está acontecendo no Brasil: as maiores redes são controladas por um pequeno número de famílias, virtualmente todas veementemente opostas ao PT e cujos veículos de comunicação se uniram para alimentar esses protestos”, concluiu Greenwald. 

No último domingo (20.03.2016), o The Guardian alertava: "uma preocupação óbvia é que esses protestos (contra e pró-governo), se saírem do controle, poderiam degenerar em violência desenfreada e no risco de intervenção pelas Forças Armadas" (leia a íntegra).

“Juízes justiceiros”

O vazamento das conversas telefônicas entre o ex-presidente Lula e a presidenta Dilma Rousseff ganharam destaque no britânico The Economist. Um dia após o episódio, o jornal destacava: “Moro pode ter ido longe demais”. 

“Liberar uma gravação de conversa em que uma das partes, não menos que a presidenta, que não está formalmente sob investigação e goza de forte proteção constitucional parece violação da sua privacidade”, aponta o texto. (Leia a íntegra).

No espanhol El País, o abuso de poderes do juiz Sérgio Moro também teve destaque. Bastante crítica, a reportagem de Davis Alandete, “Juízes justiceiros que sonham com Watergate”, chegou a questionar qual Justiça está investigando as acusações contra o ex-presidente Lula: “a que presume a inocência de todos os acusados ou a que atende somente à indignação política das ruas”.

O periódico cita, ainda, o comportamento dos juízes brasileiros, divulgando a postagem no Facebook, do juiz Itagiba Catta Preta Neto, que anulou a nomeação de Lula à Casa Civil na última semana. Antes da vitória democrática da presidenta Dilma em 2014, o juiz recomendava aos seus seguidores na rede social: “ajude a derrubar a Dilma e volte a viajar a Miami e a Orlando. Se ela cai, o dólar também cairá. Fora Dilma”. 

A conclusão de El Pais é taxativa: “Assim morre a independência do Poder Judiciário” (Leia a tradução aqui). 

O Página 12, da Argentina, não fica atrás. O periódico vem publicado vários artigos de intelectuais brasileiros e internacionais que alertam sobre o golpe e a quebra da legalidade no país. Entre eles, o do analista internacional Juan Manuel Karg, que apontou o caráter golpista do empresariado aliado à FIESP. 

“A renovada pressão empresarial pela repentina saída de Rousseff esquece um dado não menor: 54 milhões de brasileiros optaram por Dilma há menos de um ano e meio, em outubro de 2014”, afirma o texto, apontando que a saída da presidenta Dilma, o cenário de crescente conflito social poderá ser ainda pior. (Leia a íntegra de “A paciência de Lula”, 20.03.2016).

Flagrante ilegalidade

Já o periódico português Público divulgou em seu portal duas análises contundentes: “A justiça partidária e o limiar do golpe no Brasil” de Sylvia Debossan Moretzosohn (20.03.2016); e “Brasil: guerra civil fria” de Álvaro Vasconcelos (23.03.2016).

Citando a condução coercitiva do ex-presidente Lula no dia 4 de março e a “flagrante ilegalidade do vazamento de conversas telefônicas entre a presidente Dilma Rousseff e Lula”, Sylvia Debossan afirma, sem meias palavras, que o juiz Moro “avançou até ultrapassar todos os limites”.

Detalha, inclusive, a ilegalidade dos vazamentos: “um juiz de primeira instância não poderia grampear as ligações da Presidente a não ser com autorização do Supremo Tribunal Federal”. E mais: “a ligação em questão foi feita já quando esse mesmo juiz havia determinado a suspensão das escutas a Lula. Portanto, obviamente [ele] não poderia divulgá-la”. (Leia a íntegra do artigo)

Álvaro Vasconcelos, por sua vez, destaca que “em Portugal, a maioria da imprensa tem alinhado a sua análise dos fatos pela narrativa desenvolvida pela TV Globo ou de jornais que se afirmam como órgãos políticos, como o Estado de S. Paulo ou a Folha de S. Paulo”.

E complementa: “É fundamental não esquecer que um dos problemas da democracia brasileira é sua imprensa, que não procura ser objetiva e apoiou no passado as conspirações anticonstitucionais contra as forças políticas que se consideram de esquerda – ou seja, contrárias aos interesses da Casa Grande, como se diz no Brasil”. (Leia a íntegra do artigo).

Reportagem da Al-Jazeera

Entre as denúncias, destaca-se uma reportagem divulgado pela Al-Jazeera, a mais importante rede de televisão do mundo árabe. Nesta segunda-feira (21.03), o Listening Post dissecou, a partir de imagens e entrevistas, o papel central da mídia brasileira na condução do golpe.

Frisando que a presidenta Dilma não está sob nenhuma investigação, a reportagem mostra, por exemplo, a suspensão da programação regular na TV brasileira, trazendo imagens da Rede Globo e de outras emissoras, no dia da manifestação contra o Governo Dilma, “incitando as pessoas a irem para as ruas exigir o impeachment da presidenta Dilma Rousseff”.

Traçando o perfil e nível social dos manifestantes contra o governo Dilma, a reportagem salienta que para compreender o que está acontecendo no Brasil, é fundamental entender a imensa desigualdade social do país. “As profundas desigualdades sociais sempre estiveram no centro das políticas nacionais”, afirma a matéria.

A reportagem aponta, também, que “cinco famílias, entre as mais ricas do país, controlam 70% dos principais meios de comunicação”, compondo o “establishment brasileiro, a classe dominante, há décadas”. E dispara: “nem Lula, nem Dilma tentaram diversificar a cena midiática em relação à concessão de propriedade dos canais de transmissão”.

Reputações jogadas no lixo

O programa veiculado nesta semana pela Al-Jazeera também destaca que “qualquer tipo de ideologia que pode ser considerada mais progressista é imediatamente suprimida e criticada” por essas empresas.

A reportagem cita, ainda, o perfil midiático do juiz Sérgio Moro e traz trechos do seu artigo, de 2004, “Considerações sobre a Operação Mani Pulite (mãos limpas)”, uma análise sobre as investigações promovidas na Itália. 

Neste texto, aponta a reportagem, Moro anuncia sua estratégica, defendendo abertamente o trabalho conjunto entre a mídia “simpatizante” e o Judiciário como forma de garantir o êxito nas investigações. 

O resultado, alertam analistas ouvidos pela Al-Jazeera, é a criação de um ambiente onde suspeitos, julgados de antemão pela mídia e pela opinião pública, têm suas reputações jogadas no lixo, antes mesmo que um julgamento de fato aconteça, comprovando ou não as suspeitas levantadas. 

Confiram abaixo o vídeo da reportagem e não deixem de acompanhar  o clipping internacional da Carta Maior.


 (Carta Maior)

Tá intranquilo, tá desfavorável!!!

Odebrecht vai construir cemitério onde governo e oposição serão enterrados

Os executivos da construtora Odebrecht resolveram fazer delação premiada na Lava Jato. Na lista de nomes de quem estaria envolvido em corrupção estão tanto políticos do governo como da oposição, o que fez com que a Odebrecht iniciasse a construção do cemitério onde o governo e a oposição serão enterrados.
“Não vai escapar ninguém, tanto governo como oposição recebiam propina. Pau que bate em Lula bate em Cunha”, teria dito Marcelo Odebrecht.
A obra foi construída sem licitação e o cemitério ficará registrado no nome de um amigo de Lula."
Bruno Machado - Sensacionalista

E num cumpra não, pra ver uma coisa!!!

Moro cumpre decisão e remete ao Supremo investigação sobre Lula


O juiz federal Sérgio Moro determinou o envio ao Supremo Tribunal Federal (STF) de parte da investigação da Operação Lava Jato que envolve o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, parentes e pessoas ligadas a ele. Moro cumpriu determinação do ministro Teori Zavascki. Na última terça-feira (22), o ministro mandou suspender a apuração e cobrou explicações de Moro sobre a decisão que retirou o sigilo das interceptações envolvendo Lula e a presidenta Dilma Rousseff.
Em despacho proferido ontem (23), Moro determinou remessa de todos os procedimentos investigatórios que envolvem o ex-presidente e decidiu que o material colhido nas buscas e apreensões realizadas pela Operação Aletheia, que investiga Lula, continue armazenado na Polícia Federal para que fique à disposição da Corte.
Agora Sérgio Moro tem dez dias para responder ao pedido de informações solicitado pelo ministro Teori Zavascki. O ministro criticou Moro por ter levantado o sigilo dos grampos,  envolvendo autoridades com foro privilegiado, como a presidenta Dima Rousseff.
˜Não há como conceber, portanto, a divulgação pública das conversações do modo como se operou, especialmente daquelas que sequer têm relação com o objeto da investigação criminal. Contra essa ordenação expressa é descabida a invocação do interesse público da divulgação ou a condição de pessoas públicas dos interlocutores atingidos, como se essas autoridades, ou seus interlocutores, estivessem plenamente desprotegidas em sua intimidade e privacidade”, decidiu o ministro. 

Ainda novela de posse de Luna em Minstério

AGU entra com novo recurso no Supremo para garantir posse de Lula na Casa Civil


A Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou novo recurso contra a decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que barrou a posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no cargo de ministro da Casa Civil. No recurso, a AGU pede que Mendes reveja sua decisão ou remeta o caso ao plenário do Supremo.
Na petição, protocolada ontem (23) à noite, a AGU rebate as afirmações de Gilmar Mendes sobre suposta intenção do governo de nomear Lula para beneficiá-lo com o foro privilegiado em função das investigações da Operação Lava Jato. Para a Advocacia-Geral da União, o entendimento do ministro é equivocado e parte da premissa de que o Supremo é um lugar para proteção contra impunidade, o que não é verdade, segundo o órgão.
A AGU também ressaltou que não há nenhum impedimento legal para que Lula assuma o ministério. "A jurisprudência dessa Suprema Corte vem sendo alicerçada no sentido de que a mera existência de investigação ou ação penal em curso não configura causa a obstar o ingresso. Isto, firme no princípio constitucional da presunção de inocência", sustenta o órgão.
Na sexta-feira (18), Gilmar Mendes suspendeu a posse de Lula no cargo de ministro-chefe da Casa Civil. O ministro do STF atendeu a um pedido liminar do PPS e do PSDB. Em seu despacho, Mendes disse que a nomeação de Lula para o cargo de ministro teve o objetivo de retirar a competência do juiz federal Sérgio Moro (responsável pelas investigações da Lava Jato em primeira instância) para investigá-lo.
"É muito claro o tumulto causado ao progresso das investigações, pela mudança de foro. E autoevidente que o deslocamento da competência é forma de obstrução ao progresso das medidas judiciais. Só por esses dados objetivos, seria possível concluir que a posse em cargo público, nas narradas circunstâncias, poderia configurar fraude à Constituição", argumentou o ministro.
(Agência Brasil)

Ham, ham!!!

Polícia Federal marca depoimento de ex-amante de FHC para abril

Mirian Dutra afirma que ex-presidente usava empresa para enviar dinheiro ao exterior

A Polícia Federal marcou para o dia 7 de abril o depoimento da jornalista Mirian Dutra, que teve um relacionamento extraconjugal com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso nos 1990. O depoimento será realizado em São Paulo.
Mirian Dutra afirma que FHC pagou parte de despesas dela e do filho, Tomás, no exterior, através de uma empresa que era concessionária do governo. A Polícia Federal abriu, no dia 26 de fevereiro,  inquérito para apurar as declarações de Mirian.

Comemoração da Semana Santa

Paixão de Cristo de Pacatuba entrará em 

cena nesta quinta e sexta-feira

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Tudo pronto para o espetáculo “Paixão de Cristo” da cidade de Pacatuba (Região Metropolitana de Fortaleza). Pela 42º edição, a encenação ocupará a Praça da Matriz nesta quinta e sexta-feira, a partir das 19 horas.
“A Paixão de Cristo de Pacatuba é um momento de fé, de grande importância para o nosso município, atrai uma grande quantidade de turistas, cristãos de forma geral e pessoas que gostam de assisti-lo anualmente”, enfatiza Antony Fernandes, artista plástico e diretor do espetáculo. Em cena, estarão 200 atores e figurantes
A Paixão de Cristo de Pacatuba é uma realização do Instituto Aptus e tem o apoio institucional da Sociedade Artística (Soarte). A promoção é da Secretaria de Cultura e Turismo de Pacatuba, com patrocínio da Secretaria Estadual da Cultura (Secult).
Os organizadores estão cobrando ingresso pra ver a encenação.

terça-feira, 22 de março de 2016

Teori corta o barato de Moro

Teori determina que juiz Moro envie investigação sobre Lula para o STF

Com isso, investigações sobre ex-presidente saem da alçada de Moro.
Mesmo com a decisão, nomeação de Lula como ministro segue suspensa.

Renan RamalhoDo G1, em Brasília
O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, determinou na noite desta terça-feira (22) que o juiz federal Sérgio Moro envie para o STF as investigações da Operação Lava Jato que envolvem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Com a decisão, as investigações sobre Lula saem da alçada de Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância da Justiça Federal.
 
LULA MINISTRO
Ex-presidente é nomeado para Casa Civil
A determinação de Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no Supremo, não derruba decisão do ministro Gilmar Mendes, da última sexta (18), que suspendeu a nomeação de Lula do cargo de ministro da Casa Civil. Mas inviabiliza outra determinação de Gilmar Mendes que, na mesma decisão, havia determinado que as investigações sobre Lula ficariam com Moro.
Na decisão, o ministro Teori Zavascki atende a um pedido do governo, que apontou irregularidade na divulgação de conversas telefônicas entre Lula e a presidente Dilma Rousseff.
No mesmo despacho, Zavascki decretou novamente o sigilo sobre as interceptações. No prazo de 10 dias, Moro deverá prestar informações à Corte sobre a retirada do segredo de Justiça das investigações, por conta do envolvimento de autoridades com foro privilegiado, como ministros e parlamentares.
Na ação, a Advocacia Geral da União, que representa o governo junto à Justiça, argumenta que Moro não poderia ter quebrado o sigilo das conversas, decisão que caberia apenas ao próprio STF, por envolver Dilma, parlamentares e ministros, cujo foro na Justiça é exclusivamente no Supremo.
Na prática, como os áudios das escutas já foram divulgados, se o Supremo considerar que Moro agiu de modo indevido, o conteúdo pode ser desconsiderado como prova.
De acordo com a AGU, Moro colocou em risco a soberania nacional e os atos dele apresentam, segundo o governo, "vício de incompetência absoluta", uma vez que só o Supremo poderia ter divulgado os áudios. 
Paraa a AGU, as informações que "não têm a ver" com a investigação foram tornadas públicas de forma indevida.