domingo, 2 de junho de 2013
PSB: Eduardo Campos tenta conter oposição interna
Em meio a um bombardeio de críticas no próprio partido, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, selou um acordo de cessar-fogo com o ex-ministro Ciro Gomes, contrário a seu projeto de disputar a eleição presidencial de 2014. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, os dois discutiram divergências em longo jantar no Recife no domingo, e fizeram pacto para só definir no ano que vem se a sigla terá ou não um nome próprio na corrida presidencial. Enquanto o governador de Pernambuco trabalha com a hipótese de concorrer ao Planalto, Ciro e seu irmão, o governador do Ceará, Cid Gomes, declaram apoio público à reeleição da presidente Dilma. Durante o jantar, Ciro reafirmou apoio a Dilma, mas deixou portas abertas para rever sua posição no futuro. Segundo relatos, o cearense teria repetido tese antiga: o PSB pode ajudar na governabilidade sem cargos no governo. (Claudio Humberto)
UFC cria comissão para elaborar política de promoção e defesa dos direitos humanos
A Universidade Federal do Ceará criou uma comissão especial para apresentar um conjunto de propostas para a política de promoção e defesa dos direitos humanos na Instituição. A decisão de formar a comissão foi tomada durante reunião do Conselho Universitário (Consuni), no último dia 2 de maio. A portaria que oficializa a criação do grupo é datada de 14 de maio de 2013. O objetivo é elaborar um documento que estimule o respeito à diversidade de orientação sexual, étnica, cultural, ideológica e religiosa entre a comunidade universitária.
Compõem a comissão especial: o Pró-Reitor de Gestão de Pessoas da UFC, Serafim Firmo de Souza Ferraz; o Pró-Reitor de Graduação, Custódio Almeida; o Diretor do Instituto de Cultura e Arte, Sandro Thomaz Gouveia; o Pró-Reitor de Assuntos Estudantis, Ciro Nogueira Filho; o servidor técnico-administrativo José Vittorio Alfieri; e os estudantes Gustavo de Paula Mineiro, Acásio Pereira de Souza e Francisco Maximiano Nunes Moura. O prazo para a conclusão dos trabalhos do grupo é de 30 dias, podendo ser prorrogado.
Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social e Marketing Institucional da UFC
Compõem a comissão especial: o Pró-Reitor de Gestão de Pessoas da UFC, Serafim Firmo de Souza Ferraz; o Pró-Reitor de Graduação, Custódio Almeida; o Diretor do Instituto de Cultura e Arte, Sandro Thomaz Gouveia; o Pró-Reitor de Assuntos Estudantis, Ciro Nogueira Filho; o servidor técnico-administrativo José Vittorio Alfieri; e os estudantes Gustavo de Paula Mineiro, Acásio Pereira de Souza e Francisco Maximiano Nunes Moura. O prazo para a conclusão dos trabalhos do grupo é de 30 dias, podendo ser prorrogado.
Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social e Marketing Institucional da UFC
TCE-CE: Pleno aprova Parecer Prévio das Contas do Governador Cid Gomes referentes a 2012
O Pleno do Tribunal de Contas do Ceará (TCE-CE) aprovou por unanimidade, em sessão extraordinária nesta segunda-feira (27/5), o Parecer Prévio das Contas anuais do Governador referentes ao exercício de 2012. O processo foi relatado pelo conselheiro Rholden Queiroz, que votou pela emissão de parecer prévio favorável à aprovação, pela Assembleia Legislativa, das contas do Governador do Estado do Ceará.
Após a leitura do relatório, com dados detalhados sobre a administração pública, Rholden Queiroz fez uma apresentação das Contas do Governador. Em seu voto, o Conselheiro fez recomendações e sugeriu que fossem encampadas pelo julgamento a ser proferido pelo Legislativo estadual. O Ministério Público especial junto ao TCE, por meio do seu Procurador-geral, Gleydson Alexandre, também emitiu parecer sobre o processo. A matéria, agora, será encaminhada à Assembleia Legislativa para avaliação e julgamento por parte dos deputados estaduais.
Além do presidente do TCE-CE, Valdomiro Távora, compuseram a mesa o Procurador Geral do MP, Gleydson Alexandre, o secretário de Planejamento e Gestão do Ceará (Seplag), Eduardo Diogo, o Ouvidor e Controlador do Estado, João Alves de Melo, e o secretário geral do TCE, César Wagner Barreto. Também prestigiou a sessão do Pleno, além de servidores e convidados, a controladora e ouvidora geral adjunta, Sílvia Helena Corrêa Vidal. Todos os conselheiros presentes elogiaram o trabalho do Relator, bem como de seu gabinete e da Comissão Especial das Contas do Governador.
O secretário Eduardo Diogo declarou que as ponderações feitas pelos Conselheiros serão avaliadas. “As recomendações feitas pelo TCE serão devidamente analisadas e tudo o que vem ao encontro de aperfeiçoar a eficiência da gestão pública no Estado do Ceará são devidamente acolhidas. Essa é a orientação do Governador Cid Gomes para levar melhor serviço de qualidade à população”, finalizou Eduardo Diogo.
O Parecer Prévio das contas anuais prestadas pelo chefe do Executivo Estadual, emitido pela Corte de Contas do Ceará, é um valioso instrumento para a transparência da gestão pública, consagrado no art. 48 da Lei de Responsabilidade Fiscal, que auxilia o controle social e fortalece o exercício da cidadania. O trabalho de análise das contas do Governador é feito anualmente sob a orientação do Conselheiro Relator.
A coordenação dos trabalhos na Comissão Especial das Contas do Governador ficou a cargo do analista de Controle Externo, José Wesmey da Silva, e dos integrantes Anelise Florêncio de Meneses, da 8ª Inspetoria de Controle Externo (8ª ICE); Eugênio de Castro e Silva Menezes, da 3ª ICE; Mara Leite Barbosa Citó, da 9ª ICE; Maria do Nascimento Arruda, da 6ª ICE; Cléa Sabino de Matos Brito, da 7ª ICE; Vanilda Lima Monteiro, da 5ª ICE; e Hennya Nunes Lemos, da 4ª ICE.
Kelly de Castro - Assessora de Comunicação do TCE-Ce
Limpeza na PM
Independentemente das opiniões e acusações partidas do ex-ministro Ciro Gomes em relação a pontos negros no âmbito da Polícia Militar do Ceará, um ponto é visto como consensual entre os deputados em geral: é preciso aproveitar o momento, e escoimar, daquela corporação, de grande tradição, a mais antiga do país, elementos capazes de enodoar a sua História.
Refinaria Premium: Pra valer
Está programado para o início do segundo semestre a série de reuniões em 12 regiões estratégicas, dos prefeitos cearenses, que ao lado da Assembeia Legislativa, estarão mobilizando toda a sociedade do estado em defesa da garantia de urgência para a implantação da refinaria Premium, que gerará 90 mil empregos diretos, e dobrará a arrecadação do Ceará.
sábado, 1 de junho de 2013
Homofobia: Sair ou não do armário, eis a questão
Em entrevista à imprensa, a cantora Ana Carolina afirmou não gostar de "levantar bandeira" por ser um "preconceito ao contrário"
Foto: Divulgação
Artigo de Miguel Rios - NE 10
Ana Carolina até que prestou um favor à bandeira que ela desdenha. Forçou a falar sobre o elefante na sala. A nada invisível, mas como se fosse, homofobia interna. Algo que repercute menos. Que, quando se dá de cara, se deixa meio que de lado, para resolver depois, como que coisa pouca. Que quando surge, nutre, como coisa muita, o lado adversário.
Trata-se de fogo amigo. Queima por dentro, golpeia pelas costas. Municia o lado contrário, dando o exemplo que os de lá tanto buscam. “Taí um homossexual consciente. Fica na dele. Não se expõe ao ridículo”, “Não precisa entrar em guerra com os héteros”.
Tal aprovação agrada ao homofóbico interno, o que se assumiu, mas prega a discrição extrema como mandamento único. O que balança a bandeira oposta, a do conservadorismo, quando jura não segurar nenhuma.
Tudo o que ele mais quer: os lobos o acariciando, mesmo que de maneira superficial, como se fosse aceito. Engano. É apenas suportado. Como que por caridade, porque se submete ao lugar apontado e fica quieto no canto, esperando migalhas de afeto, em forma de sorrisos, de apertos de mão, até abraços, mas nunca um "suba, vamos dividir o degrau".
Ele agrada o máximo que pode. Saiu do armário, mas com todas as teias de aranha grudadas
Ele é o que se curvou e acha que está no mesmo tope. Ele é o que esperam que ele seja. Diz o que querem que diga. Pensa o que mandam que pense. Não somente pela estratégia covarde de obedecer à maioria governante, mas por ser bitolado. Desde cedo, aprendeu a ser adequado.
Aprendeu que não pode dar pinta pois homem anda e fala como homem, mulher anda e fala como mulher. Que família é pai, mãe e filhos de sangue. Que assuntos LGBTTs nunca se conversam em público. Se é para discutir que seja na chacota, no rancor. Ele cumpre de boa.
Quando vê algum rapaz rebolante, manda logo a lapada: “Que veado quaquá!” Quando vê transexuais, vem de pronto a cara de nojo. Quando se inicia a zombaria contra algum gay, ele ingressa, ri e, se brincar, é quem mais atiça. Quando vê alguma carícia entre iguais, diz logo que é exibição desnecessária. Quando começa algum papo sobre casamento igualitário, logo se cala, ressabiado.
Quando é incluído no assunto, assegura que acha exagero, que sabe se comportar, que não choca as pessoas.
Ele uiva com os lobos sem ser um. Ele agrada o máximo que pode. Saiu do armário, mas com todas as teias de aranha grudadas.
Rejeita palavras como bicha e sapa. Criadas para reduzir, para machucar, que, dependendo do contexto, ainda reduzem e machucam. Mas que se desengavetadas, desmanteladas, espremidas, postas ao sol, para que o sumo amargo e a inhaca discriminatória saiam, se pode remontá-las, renová-las e devolvê-las sem peso, como rebeldia, desconstrução da homofobia. Mas ele se recusa. Homem é homem. E só se tiver jeito de homem, ser chamado de homem, é que está certo. Mulher idem.
Nenhum problema se identificar com o masculino e o feminino se um caldo grosso de machismo não escorresse por trás da escolha. De que se um homem é comparado a uma mulher se trata de enorme humilhação, de que uma mulher não deve nunca ser masculinizada, pois desacata o homem.
Ele está intoxicado. Sem coragem ou consciência de abrir um talho para sugar e cuspir o veneno, ele tem a voz dos envenenadores. Escreve comentários de Facebook deste tipo: “Me pego como exemplo. Tenho mais amigos héteros do que gays e eles dizem que se todos os gays fossem igual a mim não haveria esse preconceito. E eu sou igual a muitos outros por aí, mas estamos escondidos porque os gayzistas colocam uma imagem ruim, que sobrepõe a nossa imagem aceitável pela sociedade”.
Está alinhado, se autocooptou. Fez-se meio capataz e, como sempre ocorre, permaneceu total capacho.
Ele é sem espírito para escapulir da engrenagem. Um dos muitos sem. Os que se acham os homos superiores por estarem nos conformes sociais. Os que se usam como bons exemplos de comportamento. Que se autopromovem. Que apontam os “disformes” e se agigantam: “Eu sigo as regras. Odeiem os gayzistas, os desmunhecados, as machonas, os travecos. Os desobedientes”.
Requer demasiada ousadia a eles se desprenderem da alcateia em que se incluíram, a qual se acostumaram, onde se sentem protegidos. Difícil conseguí-la.
Mais difícil ainda quando são microscópicas as tentativas intramuros coloridos de combate a intolerâncias tão intestinas. Tão gástricas que confundem preconceitos refluxos com o direito de não se engajar, de manter neutralidade, de distorcer e converter a militância em preconceito às avessas.
Tudo para viver o conforto ilusório de estar misturado aos opressores e não aos oprimidos.
Trata-se de fogo amigo. Queima por dentro, golpeia pelas costas. Municia o lado contrário, dando o exemplo que os de lá tanto buscam. “Taí um homossexual consciente. Fica na dele. Não se expõe ao ridículo”, “Não precisa entrar em guerra com os héteros”.
Tal aprovação agrada ao homofóbico interno, o que se assumiu, mas prega a discrição extrema como mandamento único. O que balança a bandeira oposta, a do conservadorismo, quando jura não segurar nenhuma.
Tudo o que ele mais quer: os lobos o acariciando, mesmo que de maneira superficial, como se fosse aceito. Engano. É apenas suportado. Como que por caridade, porque se submete ao lugar apontado e fica quieto no canto, esperando migalhas de afeto, em forma de sorrisos, de apertos de mão, até abraços, mas nunca um "suba, vamos dividir o degrau".
Ele é o que se curvou e acha que está no mesmo tope. Ele é o que esperam que ele seja. Diz o que querem que diga. Pensa o que mandam que pense. Não somente pela estratégia covarde de obedecer à maioria governante, mas por ser bitolado. Desde cedo, aprendeu a ser adequado.
Aprendeu que não pode dar pinta pois homem anda e fala como homem, mulher anda e fala como mulher. Que família é pai, mãe e filhos de sangue. Que assuntos LGBTTs nunca se conversam em público. Se é para discutir que seja na chacota, no rancor. Ele cumpre de boa.
Quando vê algum rapaz rebolante, manda logo a lapada: “Que veado quaquá!” Quando vê transexuais, vem de pronto a cara de nojo. Quando se inicia a zombaria contra algum gay, ele ingressa, ri e, se brincar, é quem mais atiça. Quando vê alguma carícia entre iguais, diz logo que é exibição desnecessária. Quando começa algum papo sobre casamento igualitário, logo se cala, ressabiado.
Quando é incluído no assunto, assegura que acha exagero, que sabe se comportar, que não choca as pessoas.
Ele uiva com os lobos sem ser um. Ele agrada o máximo que pode. Saiu do armário, mas com todas as teias de aranha grudadas.
Rejeita palavras como bicha e sapa. Criadas para reduzir, para machucar, que, dependendo do contexto, ainda reduzem e machucam. Mas que se desengavetadas, desmanteladas, espremidas, postas ao sol, para que o sumo amargo e a inhaca discriminatória saiam, se pode remontá-las, renová-las e devolvê-las sem peso, como rebeldia, desconstrução da homofobia. Mas ele se recusa. Homem é homem. E só se tiver jeito de homem, ser chamado de homem, é que está certo. Mulher idem.
Nenhum problema se identificar com o masculino e o feminino se um caldo grosso de machismo não escorresse por trás da escolha. De que se um homem é comparado a uma mulher se trata de enorme humilhação, de que uma mulher não deve nunca ser masculinizada, pois desacata o homem.
Ele está intoxicado. Sem coragem ou consciência de abrir um talho para sugar e cuspir o veneno, ele tem a voz dos envenenadores. Escreve comentários de Facebook deste tipo: “Me pego como exemplo. Tenho mais amigos héteros do que gays e eles dizem que se todos os gays fossem igual a mim não haveria esse preconceito. E eu sou igual a muitos outros por aí, mas estamos escondidos porque os gayzistas colocam uma imagem ruim, que sobrepõe a nossa imagem aceitável pela sociedade”.
Está alinhado, se autocooptou. Fez-se meio capataz e, como sempre ocorre, permaneceu total capacho.
Ele é sem espírito para escapulir da engrenagem. Um dos muitos sem. Os que se acham os homos superiores por estarem nos conformes sociais. Os que se usam como bons exemplos de comportamento. Que se autopromovem. Que apontam os “disformes” e se agigantam: “Eu sigo as regras. Odeiem os gayzistas, os desmunhecados, as machonas, os travecos. Os desobedientes”.
Requer demasiada ousadia a eles se desprenderem da alcateia em que se incluíram, a qual se acostumaram, onde se sentem protegidos. Difícil conseguí-la.
Mais difícil ainda quando são microscópicas as tentativas intramuros coloridos de combate a intolerâncias tão intestinas. Tão gástricas que confundem preconceitos refluxos com o direito de não se engajar, de manter neutralidade, de distorcer e converter a militância em preconceito às avessas.
Tudo para viver o conforto ilusório de estar misturado aos opressores e não aos oprimidos.
Recadastramento biométrico: 10% do eleitorado de sete municípíos do Ceará já fizeram
Mais de 10 % dos eleitores de Aquiraz, Juazeiro do Norte, Sobral, Alcântaras, Forquilha, Crateús e Ipaporanga já fizeram o recadastramento biométrico. Essa marca representa 44.612 eleitores dos sete municípios restando, ainda, 391.501 eleitores que precisam comparecer aos cartórios até o final de 2013.
Com a conclusão dos trabalhos da biometria nesses municípios, o TRE terá mais 7,04% do eleitorado cearense recadastrado. Quem não comparecer até o prazo final, terá o seu título cancelado e não vai poder votar nas próximas eleições.
Os trabalhos nos cartórios eleitorais começaram em fevereiro deste ano. A meta é que até 2018 todo o Estado tenha passado pela revisão. O TRE lembra aos eleitores que não deixem para se cadastrar na última hora.
Para agilizar os trabalhos e facilitar o acesso dos eleitores aos cartórios eleitorais, o TRE do Ceará disponibilizou em seu site na internet o sistema de agendamento. O requerente deverá comparecer ao local de atendimento no dia e horário agendados portando documento de identificação original, comprovante de residência original, título eleitoral (se tiver) e CPF (se tiver).
Fonte: Ceará News7
Com a conclusão dos trabalhos da biometria nesses municípios, o TRE terá mais 7,04% do eleitorado cearense recadastrado. Quem não comparecer até o prazo final, terá o seu título cancelado e não vai poder votar nas próximas eleições.
Os trabalhos nos cartórios eleitorais começaram em fevereiro deste ano. A meta é que até 2018 todo o Estado tenha passado pela revisão. O TRE lembra aos eleitores que não deixem para se cadastrar na última hora.
Para agilizar os trabalhos e facilitar o acesso dos eleitores aos cartórios eleitorais, o TRE do Ceará disponibilizou em seu site na internet o sistema de agendamento. O requerente deverá comparecer ao local de atendimento no dia e horário agendados portando documento de identificação original, comprovante de residência original, título eleitoral (se tiver) e CPF (se tiver).
Fonte: Ceará News7
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