sexta-feira, 3 de julho de 2020

PF FAZ BUSCA EM ENDEREÇOS LIGADOS AO SENADOR JOSÉ SERRA



Lava Jato denuncia Serra e filha por lavagem de "milhões em propinas" da Odebrecht no Rodoanel; PF faz buscas em endereços ligados ao tucano. São oito mandados de busca e apreensão




Procuradoria da República em São Paulo acusa senador de receber 'milhões ' em propinas da Odebrecht no exterior por meio de 'sofisticada rede de offshores no exterior'

Pepita Ortega e Fausto Macedo, para o Estadão

O Ministério Público Federal denunciou, nesta sexta, 3, o ex-governador de São Paulo e atual senador José Serra (PSDB) e sua filha, Verônica Allende Serra, pela prática de lavagem de dinheiro transnacional. Segundo a denúncia, Serra, entre 2006 e 2007, ‘valeu-se de seu cargo e de sua influência política para receber, da Odebrecht, pagamentos indevidos em troca de benefícios relacionados às obras do Rodoanel Sul’. “Milhões de reais foram pagos pela empreiteira por meio de uma sofisticada rede de offshores no exterior, para que o real beneficiário dos valores não fosse detectado pelos órgãos de controle”, afirmou a Procuradoria em nota.

Documento

Paralelamente à denúncia, a força-tarefa deflagrou a Operação Revoada para aprofundar as investigações em relação a outros fatos relacionados a esse mesmo esquema de lavagem em benefício de Serra. Oito mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em São Paulo e no Rio de Janeiro. Parte das buscas é realizada em endereços ligados ao ex-governador.

As ordens foram expedidas pela Justiça Federal que determinou ainda o bloqueio de R$ 40 milhões em uma conta na Suíça.

Com relação à denúncia, a Lava Jato indicou que as investigações demonstraram que o operador José Amaro Pinto Ramos e Verônica Serra, filha do ex-governador, ‘constituíram empresas no exterior, ocultando seus nomes, e por meio delas receberam os pagamentos que a Odebrecht destinou ao então governador de São Paulo’.

“Neste contexto, realizaram numerosas transferências para dissimular a origem dos valores, e os mantiveram em uma conta de offshore controlada, de maneira oculta, por Verônica Serra até o final de 2014, quando foram transferidos para outra conta de titularidade oculta, na Suíça”, indicaram os procuradores.

A denúncia foi montada com base na delação de nove executivos ligados à Odebrecht, inclusive o ex-presidente do grupo, Marcelo Bahia Odebrecht. Nove procuradores subscrevem o documento.

“O que se constata é que José Serra, no contexto de seu vínculo com o executivo Pedro Novis, solicitou à Odebrecht vultosos pagamentos indevidos, e, entre 2006 e 2007, a empreiteira efetivamente pagou, valendo-se de uma complexa rede de offshores e da intermediação de José Amaro Ramos, montantes (no total de 936.000,00 euros) que aportaram à Dortmund International Inc, controlada, de fato, por Verônica Allende Serra, filha do referido agente político, interposta pessoa de seu pai, José Serra, que com ele agia em unidade de desígnios”, registra o texto.

COM A PALAVRA, O SENADOR

A reportagem busca contato com José Serra. O espaço está aberto para manifestações.

Afrouxou, o povo perde a noção


NO LEBLON JÁ TEM VACINA? Bares do Leblon ficam lotados no primeiro dia de abertura após três meses. Aglomeração nas calçadas e clientes sem máscaras chamaram a atenção e provocaram críticas (via )

MAIS RIGOR NO SERTÃO

 

Depois de comprovada a eficiência da parceria entre o Governo do Estado e a Prefeitura Municipal de Fortaleza na batalha contra o coronavírus, que tem conseguido deter os avanços da pandemia, as atenções do governador Camilo Santana estão agora também direcionadas com mais rigor rumo aos municípios do interior. Camilo Santana está muito preocupado com  a propagação do coronavírus no Sertão Central, Cariri e Zona Norte, onde as cidades como Iguatu, Juazeiro do Norte e Sobral,  são pólos com dezenas de municípios no seu entorno.

         O governador, que vinha se dedicando a combater os avanços do mal na capital, mas de olho no interior decidiu partir para uma tomada de medidas mais restritivas em termos de isolamento social. Esse isolamento passará a ser mais rígido em cidades onde o vírus tem atuação mais ameaçadora. Segundo um prefeito da Zona Norte, a situação seria muito menos grave se o presidente Jair Bolsonaro não tivesse chamado o COVID-19 de “gripezinha” e não fizesse tanto descaso dessa pandemia que vem ceifando vidas por todo o país.


SOLIDARIEDADE É ISSO!


 

A titular da Secretaria de Proteção Social, Justiça, Mulher e Direitos Humanos, Socorro França, havia apresentado um Edital de Chamamento Público, direcionado às empresas e aos empresários em boas condições financeiras para que entrassem na corrente de solidariedade na batalha travada contra a pandemia do COVID-19. Dada a confiabilidade que ela sempre despertou muitos dos chamados atenderam ao seu apelo.

         Que sirva de desataque o exemplo dado por algumas dessas empresas que, sensibilizadas, logo aderiram ao chamamento da Secretária. Unidas por um só ideal, oito fábricas têxteis se prontificaram, num ato unido e harmonioso, a fabricar 5.000.000 de máscaras para defesa contra o insidioso coronavírus, e que deverão ser distribuídas pela SPS para todos os municípios, principalmente, aqueles mais desprotegidos. È em momentos assim que se sabe quem mereceu crescer e se desenvolver economicamente com decência e espírito de solidariedade para quem dela necessita.


Ex-Ministro da Saúde no Twiter



Mais de 60000 pessoas perdidas . Nau sem rumo . Força SUS. Força Minas , Região Centro Oeste e Regiao Sul. Governos passam. Quem preserva A VIDA pode ter a chance de comemorar o que a CIÊNCIA trará!!!#fiqueemcasa

SEM SALAMALEQUES

           Mesmo com a presença do presidente da República, Jair Messias Bolsonaro e seu séquito, a  tão sonhada e aguardada chegada das águas do São Francisco ao Ceará veio sem direito a pompas nem circunstâncias. Foi uma inauguração pífia, sem maiores salamaleques, não contando nem com a presença do Governador do Ceará Camilo Santana. O momento não permitia. O Coronavírus  não permitia. 

O não comparecimento do governador Camilo Santana ao Aeroporto de Juazeiro do Norte, que ainda é comentado, para recepcionar o presidente da República, Jair Bolsonaro, assim como em relação aos locais onde ele “inaugurou” a chegada das águas da Transposição do Rio São Francisco para o Ceará terminou sendo motivo de algumas críticas, não só da parte de membros da caravana presidencial, como até de políticos bolsonaristas cearenses. Muitos não entenderam que não estamos em época de “ôba-ôbas políticos” nem de festejos sem justificativas. Além do mais, conforme têm lembrado alguns jornalistas, se Camilo tivesse ido àquela solenidade, estaria desobedecendo ao seu próprio decreto contra a formação de aglomerados. Inclusive de políticos.        

         É bem verdade que a chagada do precioso líquido lá do “Velho Chico” em um estado de invernos incertos e de longas estiagens tem que ser recebido como uma bênção dos Céus e que, em situação normal seria motivo para um monumental carnaval fora de época, sufocando até mesmo as belezas e alegrias das Festas Juninas.

 Lembramos que, quando da chagada da energia elétrica de Paulo Afonso ao Ceará, houve gigantescas comemorações não só na capital como até mesmo em pequenos e pobres municípios que viviam ainda à luz das lamparinas, lâmpadas petromax, faróis a querosene, e até mesmo luzernas de carbureto. Só que tal abençoado benefício, quando aqui chegou, se encontrou uma população sem luz, e até mesmo com pouca chuva, não ocorria nenhuma pandemia de coronavírus ameaçando dizimar milhares de vidas.            


EUROPA EM FESTA, BRASIL FORA




Brasil humilhado fica fora da festa de volta à vida


Balaio do Kotscho

UOL


Paris voltou a ser uma festa.


Toda a Europa velha de guerra, que ficou três meses em quarentena, comemora a volta à vida normal, curtindo o verão nas praias lotadas e nas mesas dos bares nas calçadas. .

Mas nós, mesmo que tivéssemos recursos, não vamos poder participar desta festa. Como nosso país virou pária, a Comunidade Europeia proibiu a entrada de brasileiros.

Aqui, tudo é meia boca. O isolamento social, boicotado pelo governo da cloroquina, não funcionou, foi meia boca. .

Em consequência, a reabertura do comércio também é meia boca. E a ocupação de leitos de UTI voltou a subir, passando de 80% nas últimas semanas.

Com metade da população sem emprego e sem dinheiro, e a outra sem ânimo para fazer festa, milhares e milhares de lojas, academias, salões de beleza, mercearias, papelarias, armarinhos, bares e restaurantes nem reabriram, porque foram à falência.

O cenário pós pandemia, que ainda não acabou, é de terra arrasada, depois da retomada das atividades econômicas.

A pandemia, que já deixou mais de 60 mil mortos e quase 1,5 milhão de contaminados, está longe de acabar, segundo cálculos do Imperial College, um dos principais centros de acompanhamento da doença.

Estamos há 50 dias sem ministro da Saúde, com um general interino, perdido em seu labirinto, que se cercou de militares em lugar de médicos e não tem a menor ideia de como debelar a pandemia.

Para evitar problemas, cancelou as entrevistas.

Bolsonaro, além de tudo, é um pé frio, que tem um dedo podre para escolher auxiliares. É um head hunter do avesso.

Agora ele está procurando o quarto ministro da Educação, em apenas um ano e meio de governo, depois de escalar cinco nulidades na Cultura e testar três na Saúde, em plena pandemia.

O pior presidente da história só poderia ter o pior ministério da história, e sempre pode piorar. Os medíocres se atraem, é uma lei da vida.

Confinado e silenciado pelos generais, o ex-capitão tomou chá de sumiço e se recolheu aos seus gabinetes e aposentos, sem ter nenhum plano de voo para enfrentar a tormenta econômica no pós-pandemia.

Limitou-se a prorrogar o auxílio emergencial de R$ 600 por mais dois meses, raspando o tacho dos cofres do ministro da Economia, que sumiu junto com seus planos de "reformas". Perdeu até a empáfia.

E depois?

A flexibilização da quarentena virou uma avacalhação, provocando um rastro de mortos e infectados nas regiões mais pobres, uma tragédia que poderia ter sido evitada.

Desde o começo da pandemia, Bolsonaro procurou seguir os passos do seu êmulo Donald Trump, que também desdenhou da gravidade da crise sanitária e receitou cloroquina para todos.

Os dois agora disputam a liderança dos países mais afetados pela pandemia, para ver quem causou mais prejuízos ao seu país.

A diferença é que os Estados Unidos são o país mais rico e poderoso do mundo, pode se recuperar em pouco tempo, apesar de Trump, enquanto nós somos um país pobre, quebrado e profundamente injusto, os campeões mundiais de desigualdade social.

Para enfrentar outra pandemia que assola o país, os recordes de queimadas na Amazônia, que afugentaram os investidores estrangeiros, o governo está preparando videoconferências e uma campanha publicitária sobre a gestão ambiental no Brasil, agora também comandada pelas Forças Armadas.

Com esse Ricardo Salles de garoto-propaganda, passando a boiada, não há campanha publicitária que opere o milagre. Nem chamando o Washington Olivetto.

Por essas e por outras, eu me sinto num grande hospício sem muros, onde continuam discutindo medidas de prevenção de incêndio numa casa pegando fogo.

Mais dia, menos dia, a pandemia vai passar, mas com esse desgoverno, que tem mais dois anos e meio de mandato, como o Brasil poderá sobreviver?

Vida que segue.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

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