segunda-feira, 9 de janeiro de 2023

MEDIDAS DE ALEXANDRE


Ex-ministro Anderso Torres e ex- presidente Jair Bolsonaro. Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino

Na mesma decisão em que afastou o governador Ibaneis Rocha, Alexandre de Moraes revelou a existência de uma investigação própria, em apartado, contra o delegado da Polícia Federal Anderson Torres que respondeu pelo Ministério da Justiça no governo Bolsonaro e que havia sido nomeado secretário de Segurança Pública do DF por Ibaneis.

 Na decisão, Moraes diz queb "O descaso e conivência do ex-Ministro da Justiça e Segurança Pública e, até então, Secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, ANDERSON TORRES – cuja responsabilidade está sendo apurada em petição em separado – com qualquer planejamento que garantisse a segurança e a ordem no Distrito Federal, tanto do patrimônio público – CONGRESSO NACIONAL, PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA e SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – só não foi mais acintoso do que a conduta dolosamente omissiva do Governador do DF, IBANEIS ROCHA, que não só deu declarações públicas defendendo uma falsa “livre manifestação política em Brasília” – mesmo sabedor por todas as redes que ataques as Instituições e seus membros seriam realizados – como também ignorou todos os apelos das autoridades para a realização de um plano de segurança semelhante aos realizados nos últimos dois anos em 7 de setembro, em especial, com a proibição de ingresso na esplanada dos Ministérios pelos criminosos terroristas; tendo liberado o amplo acesso."

 Moraes diz, ainda, que, " Absolutamente NADA justifica e existência de acampamentos cheios de terroristas, patrocinados por diversos financiadores e com a complacência de autoridades civis e militares em total subversão ao necessário respeito à Constituição Federal."

Moraes ainda observa que "Absolutamente NADA justifica a omissão e conivência do Secretário de Segurança Pública e do Governador do Distrito Federal com criminosos que, previamente, anunciaram que praticariam atos violentos contra os Poderes constituídos".

PRETO NO BRANCO - Coluna da semana

 

    “Brasileiro só fecha porta depois de roubado”

Nunca antes na história deste país, se vivenciou um  verdadeiro rastro de destruição como o deixado, ontem, pelos terroristas bolsonarias, quando num  ataque às instituições democráticas brasileiras invadiram as sedes dos três poderes, Executivo, Legislativo e Judiciário. O movimento de contestação dos bolsomínios ao novo governo passou dos limites e chegou ao extremo de depredar o patrimônio público nacional, num vandalismo inaceitável, deixando um rastro de destruição por onde passaram, não se sabendo ainda o valor do prejuízo deixado por esses criminosos, pois ainda estão sendo contabilizados.

É bom que se diga, nada do que aconteceu em Brasília no dia de ontem é novidade. Esses atos já deveriam ser previstos pelas autoridades competentes, pois eram anunciados em alto e  bom tom pelos terroristas em suas  redes sociais.

Não se deve confundir manifestações políticas com terrorismo, com vandalismo, com ataque à democracia, que foi justamente o que ocorreu ontem em Brasília. Nada disso teria acorrido se o governador do Distrito Federal, Ibanez Rocha não tivesse feito vistas grossas à atitude de seus subordinados ao minimizarem as ameaças desses atos aterradores que deixaram todos os brasileiros e o mundo em estado de choque. Ibanez Rocha deve esclarecimentos não só à Justiça, mas, a toda a  população brasileira.  Chega de mimimi.  A hora é de agir e por, de uma vez por todas, um fim em tudo isso, fazendo com que, como exemplo, todos os envolvidos paguem com os rigores da lei. Nunca um dito popular foi tão atual como aquele que diz: “Brasileiro só fecha a porta depois de roubado”.

                               CURTO CIRCUITO

INTERVENÇÃO FEDERAL

Com o objetivo de conter a violência contra o patrimônio público nacional e os ataques ao estado democrático de direito, a segurança pública do Governo do Distrito Federal está sob intervenção federal. Decreto foi baixado, ontem (08), pelo presidente Lula da Silva. De acordo com o decreto o prazo da intervenção vai até 31 de janeiro de 2023. O interventor e Ricardo Garcia Capeli.

REAÇÃO DO STF I

Na madrugada desta segunda-feira, o ministro do STF, Alexandre de Moraes determinou o afastamento de Ibaneis Rocha do cargo de governador do Distrito Federal por 90 dias. Na decisão, Moraes cita o descaso e a omissão de Ibaneis e do então secretário de Segurança do DF, Anderson Torrres, exonerado ontem. Ibaneis e Torres serão incluídos no inquérito que investiga os atos terroristas praticados ontem em Brasília, pelos bolsonaristas radicais.

REAÇÃO DO STF II

O chefe do Executivo local e o secretário de Segurança exonerado Anderson Torres também serão incluídos no inquérito que investiga atos antidemocráticos. A vice de Ibaneis, Celina Leão (PP), assumirá o comando do Executivo local nesse período.

DESOCUPAÇÃO

Outra medida determinada por Alexandre de Moraes foi  a desocupação e dissolução imediata dos acampamentos dos manifestantes bolsonaristas nas imediações dos Quarteis do Exército, no prazo de 24 horas. A medida deve ser adotada pelos policiais militares dos Estados e do DF, com o apoio da Força Nacional e da Polícia Federal.

DESCULPA DE “JACÚ”

 O governador do Distrito Federal, afastado, Ibaneis Rocha, pensando que ia ficar por isso mesmo, com a maior cara lavada, dando uma de inocente útil, ontem, foi às redes sociais pedir desculpas ao Presidente Lula, à presidente do STF, Rosa Weber e presidente da Câmara, Rodrigo Pachego pelos atos terroristas ocorridos na Capital Federal. É bom que se diga que, há muito tempo, Ibaneis vinha fazendo vistas grossas aos atos desses bandidos bolsonaristas.

MARQUÊS DE MARICÁ:

“os tolos são muitas vezes promovidos a grandes empregos em utilidade e proveito dos velhacos, que melhor o sabem desfrutar”. Mariano José Pereira Fonseca, marquês de Maricá.

REPERCUSSÃO INTERNACIONAL I

Os atos terroristas praticados pelos bolsonaristas em Brasília, foi destaque  na imprensa internacional, que comparou o  ato com ataque ao Capitólio nos EUA, pelos apoiadores de Tramp em 2021.

REPERCUSSÃO INTERNACIONAL II

Lideres políticos internacionais, como  os presidentes dos Estados Unidos,  Joe Biden, da Argentina, Alberto Fernández, da França, Emmanuel Macron, Kremlin (governo russo), primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni,  chanceler alemão, Olaf Scholz, primeiro-ministro do Reino Unido, Rishi Sunak, secretário-geral da ONU, António Guterres, e muitos outros, usaram suas redes sociais para repudiar os atos terroristas praticados pelos bolsonaristas em Brasil, e declaram apoio ao presidente Lula da Silva.

LAMENTÁVEIS E INADMISSÍVEIS

Foi como classificou o presidente da Asssembleia Legislativa, deputado Evandro Leitão, os atos praticados pelos terroristas bolsonaristas em Brasília.  “Lamentáveis e inadmissíveis as imagens de terroristas em Brasília, que por meio da força praticam atos que afrontam a nossa democracia. Cenas estarrecedoras. Os responsáveis precisam ser punidos através do rigor da lei. Absurdo!”, enfatizou o parlamentar.

OBVIEDADES 

Certíssimo está o prefeito de Sobral, Ivo Gomes, quando, em suas redes sociais,  questiona:  "Até quando tratarão marginais como manifestantes? Duas obviedades: Governo Federal incompetente em não se antecipar. Governantes e policiais do Distrito Federal coniventes. Estes últimos devem ir em cana urgente.


segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

Senador Camilo Sanana assume Ministério da Educação

 Camilo Santana assume o Ministério da Educação e promete ampliar nacionalmente as escolas em tempo integral

Entre as medidas citadas como mais urgentes estão a retomada de todas as obras de creches, escolas e outros equipamentos paralisados por todo o país e a recuperação da qualidade da merenda escolar nas escolas públicas


                                              Camilo Santana. Foto: Luis Fortes/MEC/Divulgação

O ministro da Educação, Camilo Santana, participou, nesta segunda-feira (02.01), da transmissão de cargo, em solenidade realizada no Ministério da Educação e prestigiada por diversas autoridades, entre eles governadores e ministros.

 Em seu discurso, Camilo Santana adiantou algumas ações que considera serem urgentes, como a retomada de todas as obras de creches, escolas e outros equipamentos paralisados por todo o país por falta de repasses de recursos federais; a recuperação da qualidade da merenda escolar das escolas públicas de todo o Brasil; a recuperação da credibilidade do Enem; um plano de retomada do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e do Programa Universidade Para Todos (Prouni); o fortalecimento da autonomia das universidades e a garantia de mais investimento em ciência e tecnologia.

 Para dimensionar o desafio que tem pela frente no combate ao analfabetismo, Santana destacou números preocupantes referentes ao cenário atual no Ensino Médio e Fundamental no país.

 Segundo o ministro, mais de 650 mil crianças até 5 anos abandonaram a escola nos últimos três anos. No mesmo período, cresceu em 66% o número de crianças de 6 e 7 anos que não sabem ler e nem escrever na idade certa.

 Ele ressaltou ainda que a última análise realizada pelo Sistema de Avaliação de Educação Básica (SAEB) mostrou que apenas uma em cada três crianças é alfabetizada na idade certa. “A maioria é analfabeta dentro da própria escola, o que provoca graves repercussões na sequência da vida dessas crianças”, frisou o ministro.

 “Destaco esses dados, que considero alarmantes, para ressaltar que se impõe uma prioridade absoluta em nosso país para garantir a alfabetização de todas as nossas crianças na idade certa e, assim, assegurar as condições necessárias para que elas possam aprender os conteúdos de cada ano, prioridade essa já destacada como compromisso pelo nosso presidente Lula”, afirmou Camilo Santana.

 Para o novo ministro, o trabalho a ser realizado exigirá um esforço nacional de integração. “É necessária a recuperação de uma visão sistêmica da educação, que vai da creche à pós-graduação. Para isso, precisamos fortalecer o regime de colaboração em um grande pacto federativo pela educação. Quase metade dos estudantes do Ensino Básico são atendidos pelos municípios e um terço pelos estados. O Governo Federal precisa estar junto dos estados e municípios nessa luta”.

 Tempo integral

 No Ministério, Camilo Santana tem como uma das principais metas ampliar em todo o país o sistema de educação em tempo integral, modelo com sucesso comprovado no Ceará, estado que ele governou por dois mandados, entre 2015 e 2022.

 Atualmente, cerca de 60% das instituições de ensino público do Ceará funcionam em tempo integral. O plano é chegar a 100% em 2026. O estado tem hoje 87 das 100 melhores escolas do país do 1° ao 5° ano do ensino fundamental e 70 das 100 melhores do 6° ao 9° ano, de acordo com o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), divulgado em 2022. Além disso, o Ceará aparece em terceiro lugar do país em ensino médio, com 23 dos 100 melhores resultados.

 “Tudo é fruto de um trabalho pactuado, continuado, meritocrático, construído por várias mãos, em um esforço de professores, alunos, diretores, coordenadores, secretários de educação, prefeitos e muitos outros. Mas, para isso, é preciso decisão política. Alguns outros estados já começaram a seguir esse modelo. Mas o que precisamos agora é ampliar essa experiência para todas as 27 Unidades da Federação”.

 “Precisamos ampliar o ensino de tempo integral, que considero uma das mais importantes políticas de prevenção social. Essa deve ser uma política nacional. O que queremos é uma escola não apenas com mais tempo para o aluno. Mas uma escola que seja atrativa, criativa, que desperte as habilidades de nossos alunos e os prepare para as oportunidades da vida”, frisou o ministro.

 Evasão escolar e tecnologia

 Outro dado preocupante citado por Camilo Santana refere-se aos índices de evasão escolar ou reprovação. “Aproximadamente, 14% dos alunos do 6° ano do Ensino Fundamental são reprovados ou abandonam a escola. Cerca de 21% dos alunos do 1° ano do Ensino Médio abandonam ou são reprovados no Brasil. Precisamos garantir todos os alunos na nossa escola nesse país”, destacou.

 Durante a pandemia, Camilo Santana tornou política pública no Ceará a distribuição de tablets e chips de internet a todos os alunos da rede pública estadual. Para ele, conectividade e uso da tecnologia tornaram-se indispensáveis no processo educacional e a ampliação do modelo em nível nacional deve ser uma de suas principais plataformas.

 “Nos dias atuais, não há como se pensar em educação sem o auxílio da internet. É preciso ampliar a conectividade e diminuir as enormes disparidades de estado para estado. Outro compromisso nosso é ampliar o acesso de nossos alunos e professores à tecnologia e à conectividade. Estima-se que aproximadamente 28% dos alunos do Ensino Fundamental possuem acesso à internet. No Nordeste esse percentual é ainda menor, apenas 17%. Já no Ensino Médio, enquanto na Região Sul 86% dos alunos têm acesso à internet, na Região Norte é metade disso”, lembrou Camilo Santana.

 Ensino superior

 O ministro também adiantou que trabalhará junto ao Ensino Superior, de modo a ampliar os investimentos voltados às universidades. “Precisamos fortalecer o Ensino Superior. Para isso, pretendemos reforçar o orçamento das nossas universidades, que foram sucateadas no último governo com uma visão equivocada, distorcida e de viés ideológico. A universidade precisa ser um espaço democrático, livre, que estimule a criatividade, a liberdade de expressão e um olhar de um mundo mais solidário e humano”.

 Segundo ele, a partir de hoje inicia-se a abertura de discussões com todos os atores para a elaboração do novo Plano Nacional de Educação. “Iniciarei um diálogo permanente com nossas universidades, institutos federais, organizações não-governamentais que trabalham com educação, estados e municípios para construirmos juntos o novo Plano Nacional de Educação”.

 Camilo Santana encerrou seu discurso com uma frase do educador e filósofo brasileiro Paulo Freire, considerado um dos pensadores mais notáveis da pedagogia mundial: “Ninguém liberta ninguém, ninguém se liberta sozinho. Os homens se libertam em comunhão”.

 Currículo Camilo Santana

 Nascido em Crato (CE), Camilo Santana, 54 anos, foi governador do Ceará por dois mandatos, de 2015 a 2022, e no último pleito elegeu-se senador pelo PT. Formado em engenharia agrônoma e mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente, foi professor e iniciou sua carreira política como secretário estadual de Desenvolvimento Agrário, em 2006. Em 2010, foi o deputado estadual mais votado do Ceará e, depois disso, atuou como secretário das Cidades até 2014, quando se candidatou a governador. Foi reeleito em 2018, em primeiro turno, com a maior votação do Brasil, e eleito senador em 2022, também com o maior percentual do País. Ao deixar o cargo este ano, anunciou que todas as escolas de ensino médio do Ceará deverão funcionar em tempo integral até 2026.

Fonte: Secom/

Posse de Camilo na Educação foi prestigiada por governadores

 

 Alckmin, Camilo, Elmano, Ibanez e Azevedo. Foto: Redes Sociais

A posse do ex-governador do Ceará, Camilo Santana (PT),  à frente do Ministério da Educação foi prestigiada por governadores das mais diversas colorações partidárias. Além da presença do vice-presidente Geraldo Alckmin,  do PSB, estiveram presentes os governadores do Ceará, Elmano de Freitas (PT), da Paraíba, João Azevedo (PSB), e do Distrito Federal, o bolsonarista Ibaneis Rocha, do MDB.


PRIORIDADES DE LULA: COMBATE À FOME E RESPEITO À DEMOCRACIA


                                        O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante discurso de posse no Congresso                                        Tauan Alencar/Câmara dos Deputados.Heloisa Cristaldo/Agência Brasil

Em cerimônia de posse no Congresso Nacional neste domingo (1º), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o combate à fome e o respeito à democracia estão entre as prioridades de seu governo.

“Os direitos e interesses da população, o fortalecimento da democracia e a retomada da soberania nacional serão os pilares de nosso governo. Este compromisso começa pela garantia de um programa Bolsa Família renovado, mais forte e mais justo, para atender a quem mais necessita. Nossas primeiras ações visam a resgatar da fome 33 milhões de pessoas e resgatar da pobreza mais de 100 milhões de brasileiras e brasileiros, que suportaram a mais dura carga do projeto de destruição nacional que hoje se encerra”, disse Lula, que assume o cargo de presidente da República pela terceira vez.

Ao chegar ao plenário da Câmara dos Deputados, Lula foi aplaudido por parlamentares e 74 representantes de delegações internacionais, dos quais 24 são chefes de estado. A solenidade foi iniciada com a leitura do Termo de Posse pelo primeiro-secretário do Congresso, deputado Luciano Bivar (União Brasil-PE).

Mudança

Lula iniciou seu discurso lembrando da mensagem de seu primeiro mandato, em 2003. Na ocasião, o presidente iniciou o discurso de posse com a palavra “mudança”. Para ele, será necessário repetir compromissos com “direito à vida digna, sem fome, com acesso ao emprego, saúde e educação”.

Esperança e reconstrução

“Ter de repetir este compromisso no dia de hoje – diante do avanço da miséria e do regresso da fome, que havíamos superado – é o mais grave sintoma da devastação que se impôs ao país nos anos recentes”, ressaltou. “Hoje, nossa mensagem ao Brasil é de esperança e reconstrução. O grande edifício de direitos, de soberania e de desenvolvimento que esta Nação levantou, a partir de 1988, vinha sendo sistematicamente demolido nos anos recentes. É para reerguer este edifício de direitos e valores nacionais que vamos dirigir todos os nossos esforços”.

Emocionado, Lula afirmou que seu trabalho será de reconstrução. “Sob os ventos da redemocratização, dizíamos: ditadura nunca mais! Hoje, depois do terrível desafio que superamos, devemos dizer: democracia para sempre. Para confirmar estas palavras, teremos de reconstruir em bases sólidas a democracia em nosso país. A democracia será defendida pelo povo na medida em que garantir a todos e a todas os direitos inscritos na Constituição”, declarou.

Revogação

O presidente disse que serão revogadas “injustiças cometidas contra os povos indígenas” e o teto de gastos. Para ele, a medida gerou impacto negativo no Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, afirmou que programas sociais serão recompostos.

“O SUS é provavelmente a mais democrática das instituições criadas pela Constituição de 1988. Certamente por isso foi a mais perseguida desde então, e foi, também, a mais prejudicada por uma estupidez chamada Teto de Gastos”, argumentou. “Vamos recompor os orçamentos da Saúde para garantir a assistência básica, a Farmácia Popular, promover o acesso à medicina especializada. Vamos recompor os orçamentos da educação, investir em mais universidades, no ensino técnico, na universalização do acesso à internet, na ampliação das creches e no ensino público em tempo integral”, disse. “Este é o investimento que verdadeiramente levará ao desenvolvimento do país”, acrescentou.

Lula também destacou a atuação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na condução do pleito e disse que a frente democrática vitoriosa superou “a maior mobilização de recursos públicos e privados que já se viu”, em referência à campanha do candidato derrotado Jair Bolsonaro (PL).

“Nunca os recursos do Estado foram tão desvirtuados em proveito de um projeto autoritário de poder, nunca a máquina pública foi tão desencaminhada dos controles republicanos, nunca os eleitores foram tão constrangidos pelo poder econômico e por mentira disseminadas em escala industrial”, disse.

Mapeamento

Segundo Lula, o diagnóstico realizado pelo Gabinete de Transição de Governo é “estarrecedor”. O levantamento é um mapeamento da situação atual do Estado Brasileiro.

“Desmontaram a educação, a cultura, a ciência e tecnologia. Destruíram a proteção ao meio ambiente. Não deixaram recursos para a merenda escolar, a vacinação, a segurança pública, a proteção às florestas, a assistência social. Desorganizaram a governança da economia, dos financiamentos públicos, do apoio às empresas, aos empreendedores e ao comércio externo. Dilapidaram as estatais e os bancos públicos; entregaram o patrimônio nacional. Os recursos do país foram rapinados para saciar a estupidez dos rentistas e de acionistas privados das empresas públicas”, afirmou.

Sem revanche

Sem mencionar Bolsonaro, Lula afirmou que sua gestão não será marcada por “revanche”. Mas destacou que “quem errou responderá por seus erros”.

“Não carregamos nenhum ânimo de revanche contra os que tentaram subjugar a nação a seus desígnios pessoais e ideológicos, mas vamos garantir o primado da lei. Quem errou responderá por seus erros com direito a ampla defesa, dentro do devido processo legal”, disse.

Minha Casa, minha vida

Entre as principais medidas, Lula afirmou que conversará com os 27 governadores para definir as prioridades de sua gestão. Entre as medidas, o presidente destacou que serão retomadas 14 mil obras paralisadas no país.

“Vamos retomar o Minha Casa Minha Vida e estruturar um novo PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] para gerar empregos na velocidade que o Brasil requer. Buscaremos financiamento e cooperação – nacional e internacional – para o investimento, para dinamizar e expandir o mercado interno de consumo, desenvolver o comércio, exportações, serviços, agricultura e a indústria. Os bancos públicos, especialmente o BNDES, e as empresas indutoras do crescimento e inovação, como a Petrobras, terão papel fundamental neste novo ciclo”, pontuou.

Solenidade

O presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) abriu a sessão e pediu um minuto de silêncio em homenagem a Pelé e o papa emérito Bento XVI, mortos nesta semana. Compuseram a mesa, além de Pacheco, Lula e Alckmin, o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), o primeiro-secretário do Congresso, Luciano Bivar, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, e o procurador-geral da República, Augusto Aras.

Quebra de protocolo

Antes de assinar o termo de posse, Lula quebrou o protocolo contou que ganhou a caneta que seria usada na ocasião foi presente de um apoiador piauiense na campanha eleitoral de 1989, depois de um comício em Teresina, quando caminhava na companhia de Welington Dias.

“Essa caneta aqui é uma homenagem ao Estado do Piauí”. O estado do Piauí registrou a maior votação proporcional para Lula nas eleições de 2022, com mais de 76% dos votos. Com a assinatura, são formalizados a posse e o início do mandato do presidente da República e seu vice.

Com informações  da CNN Brasil



Autoridades analisam desafios e continuidade de ações do novo governo

 

Posse do Governador Elmano de Freitasfoto: Junior Pio

Autoridades presentes na solenidade de posse do novo governador do Estado, Elmano de Freitas, e da nova vice-governadora, Jade Romero, realizada da manhã deste domingo (1/1), no Plenário 13 de Maio da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), comentaram as expectativas para a nova gestão.

 A presidente do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), desembargadora Nailde Pinheiro, defendeu a continuidade das parcerias entre o Judiciário e o Poder Executivo. Como exemplos desse trabalho conjunto, ela citou o programa Ceará Pacífico e o projeto de modernização do Judiciário cearense. “Quero desejar ao novo governador muito sucesso e agradecer e parabenizar aos dois gestores que, no período de oito anos, estiveram à frente do governo, o governador Camilo Santana e a nossa professora Izolda Cela”, disse.

Para o ex-governador do Ceará Lúcio Alcântara, há “razões para confiar que eles farão um bom governo”. Ele pediu ainda a superação das divergências políticas para trabalhar em prol do bem-estar da população cearense.

A nova secretária da Igualdade Racial, Zelma Madeira, enfatizou que a criação da pasta mostra que o novo governador “tem uma visão ampliada sobre como vamos enfrentar as desigualdades sociais e raciais”. Entre as pautas que serão prioritárias da pasta, estão o avanço da política de cotas para acesso às universidades públicas estaduais e em concursos públicos e ações voltadas para comunidades tradicionais.

De acordo com a secretária da Educação, Eliana Estrela, que continuará à frente da pasta, o objetivo será ter 100% das escolas estaduais em tempo integral até 2026, além de trabalhar junto com os municípios para universalizar essa modalidade de ensino também na rede municipal. Além disso, ela ressaltou a necessidade de recompor a aprendizagem, que foi prejudicada durante a pandemia de Covid-19.

“Eu já conheço o governador Elmano enquanto deputado, sempre muito sério, muito responsável, sempre esteve conosco tratando de bandeiras coletivas, então acredito que é um governo de continuidade de muitos projetos e de programas importantes, mas também de muitos avanços”, avaliou a secretária.

Já o novo secretário da Articulação Política, Waldemir Catanho, explicou que esse será um governo de continuidade, mas com mudanças. Segundo ele, serão priorizadas pautas como recuperação “de renda, de emprego e de criação de oportunidades”, além da “superação dessa situação de violência”. “Temos uma lista de problemas muito grandes para superar e nós temos que ter consciência disso”, destacou.

O assessor especial desta Secretaria, Artur Bruno, que cuidará da articulação com os municípios, adiantou que a característica do novo governo será de diálogo com todos os setores da sociedade. “O Elmano, por si só, é uma pessoa de diálogo, uma pessoa tranquila, muito equilibrado e muito firme nas suas decisões”, elogiou.

Segundo o novo secretário dos Esportes, Rogério Pinheiro, haverá a continuidade e o fortalecimento das políticas sociais, entre elas a de um trabalho intersetorial para a juventude.  “Esporte é um política extremamente importante de inclusão social”, asseverou, antecipando que uma das prioridades será concluir as obras em andamento, como as das areninhas.

E a nova secretária das Relações Internacionais, Roseane Medeiros, tratou sobre os desafios para continuidade do projeto de implantação de um hub para produção e comercialização de hidrogênio verde no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP). “Há interesse muito grande de investidores para gerar, aqui no Ceará, a energia renovável que vai ser utilizada para produção do hidrogênio verde”, acrescentou ela,  enfatizando o papel do novo governador no diálogo direto com esses interessados a fim de garantir a concretização desses investimentos. 

Geimison Maia

 Edição: Lusiana Freire 

Fonte: Agência de Notícias da ALECE


Governador e vice-governadora tomam posse em sessão solene na Alece


Elmano de Freitas e Jade Romero tomam posse na Alecefoto: Jose Leomar

O governador Elmano Freitas e a vice-governadora Jade Romero tomaram posse em sessão solene na manhã deste domingo (01/01), no Plenário 13 de Maio da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará. O evento foi presidido pelo chefe do Poder Legislativo, deputado Evandro Leitão. A mesa da solenidade foi composta também pelo 1º secretário da Casa, deputado Antônio Granja, o ex-governador e senador eleito, Camilo Santana, a presidente do Tribunal de Justiça do Ceará, Maria Nailde Pinheiro Nogueira, o procurador-geral de Justiça do Estado, Manuel Pinheiro, e o presidente do Tribunal de Contas do Estado, José Valdomiro Távora de Castro Júnior.

 Elmano Freitas e Jade Romero realizaram a leitura do compromisso constitucional, jurando "manter e defender a Constituição Federal, a Constituição Estadual, observar as leis, promover o bem geral do povo cearense, respeitar e sustentar a autonomia dos municípios, sujeitar-me ao Estado Democrático de Direito e à ordem federativa". Na sequência, o presidente do Parlamento declarou empossados o governador e a vice-governadora para o cumprimento do mandado à frente do Governo do Ceará até 5 de janeiro de 2027. O termo de posse dos eleitos foi assinado após leitura da ata da sessão pelo deputado Antônio Granja.

 O governador iniciou o seu discurso destacando o orgulho e a gratidão pelos oito anos em que foi deputado estadual na Assembleia Legislativa, entre 2015 e 2022. "Aqui no Parlamento, espaço de permanente construção democrática, aprendi muito com o debate de ideias, o respeito às diferenças e na compreensão de papel de cada um e cada uma". Agora à frente do Executivo, Elmano disse que irá trabalhar muito para honrar a confiança das pessoas. 

 "Temos todos nós um papel muito importante na construção de um Ceará mais desenvolvido, mais justo, mais inclusivo, com mais oportunidade para aqueles e aquelas que mais necessitam. Estou e sempre estarei aberto ao diálogo com cada um de vocês, deputados e deputadas, assim como fizeram Camilo Santana e Izolda Cela ao longo dos últimos oito anos", afirmou.

 A sessão foi encerrada sob a execução do Hino do Estado do Ceará. Logo após o término, as autoridades seguiram para a solenidade de transmissão do cargo da governadora Izolda Cela para o governador Elmano Freitas, no Palácio da Abolição.

Fonte: Coordenadoria de Imprensa da ALECE


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