Ainda
a respeito do nosso comentário de ontem, em relação à importância da “Campanha da Fraternidade” deste ano, e cujo
tema é “Fraternidade e políticas públicas”, pode-se afirmar, sem medo de erro,
que esta é a grande chance que as autoridades brasileiras, em todos os níveis,
têm para conseguir provar aos milhões de brasileiros que os elegeram que
poderão se bem quiserem corrigir os lastimáveis erros que têm sido cometidos ao
longo de décadas, no que concerne à criação, implantação e boa utilização de
políticas direcionadas principalmente às classes menos favorecidas.
É
ainda de muito alvitre tomar consciência de que existe uma incontestável
correlação entre políticas públicas, um conceito razoavelmente novo, com as
ciências sociais, as ciências políticas, as ciências econômicas, assim como as
ciências da administração pública. Vistas assim, as políticas públicas
representam hoje um amplo painel de setores importantes e fundamentais para o
bom funcionamento de uma sociedade, a partir de uma maior atenção dada às suas
camadas mais atingidas pelas grandes crises econômicas, de saúde, de educação,
e, como no Nordeste, conhecido como Polígono das Secas, crises hídricas que
destroem a agricultura e pecuária e, em muitos casos, a própria esperança dos
seus habitantes.
Conforme adverte o Padre Luís Fernando da
Silva, Secretário-geral da Campanha da Fraternidade, “A participação da população
nos pleitos não se acaba com o voto. Pelo contrário, com o voto se inicia um
compromisso de acompanhar os eleitos para que assegurem à população os seus
direitos elementares”. Assim, o governo federal que se inicia não pode ignorar
as diretivas apontadas por uma “Campanha da Fraternidade” cujo objetivo maior é
orientar os governantes no sentido do bem comum.
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