sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Camilo volta a Brasília para pedir reforço federal



O governador Camilo Santana voltou a Brasília para se reunir, ontem (17), com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. Ele levou para o encontro a cúpula da segurança do Estado, representada pelos secretários da Segurança Pública e Defesa Social, André Costa, e da Administração Penitenciária, Luís Mauro Albuquerque.
O governador solicitou ao ministro, durante a reunião, o envio de um reforço de 90 agentes penitenciários para o sistema prisional cearense. Esses profissionais deverão ser somados aos 220 novos agentes que tomaram posse, na última quarta-feira (16), para atuar nas unidades prisionais do interior do Estado.
“A gente foi fazer um diagnóstico da situação e solicitações de reforço de agentes penitenciários para as unidades prisionais do Ceará e a necessidade de manter, mesmo com a queda significativa das ações, o estado de alerta e monitoramento tanto das forças do estado quanto como também a presença da Força Nacional”, declarou ele, após o encontro.
Sobre o prazo até quando a Força Nacional ficará no Ceará, ele conta que a prorrogação ainda não foi definida. Inicialmente, os profissionais ficariam por 30 dias no Estado, o que se encerraria no início do próximo mês. A situação está sendo avaliada para definir se haverá necessidade de prolongar esse período.
Ele também voltou a defender a importância de uma coordenação nacional na resolução dos problemas da segurança pública dentro dos estados. “Nenhum Estado, sozinho, vai combater o crime organizado. A criação do Sistema Único de Segurança Pública, no ano passado, foi um passo importante. É preciso chamar o Poder Judiciário e revisar algumas leis do país, como a Lei Antiterrorismo”, avalia, reiterando que o crime “ultrapassou a fronteira dos estados”.
Ao final do encontro, os quatro que participaram do encontro posaram para foto, que foi compartilhada nas redes sociais.
No dia anterior, Camilo havia se reunido com o ministro da Defesa, general Fernando Azevedo, quando discutiu sobre ações de combate ao crime no Ceará. Além desses encontros, o ministro Sérgio Moro já havia recebido, no decorrer das últimas semanas, parlamentares cearenses que procuravam tratar sobre a crise da segurança pública enfrentada pelo Estado.
Declarações
Na noite anterior, o governador declarou, em entrevista à GloboNews, que é necessário que as ações das facções criminosas passem a ser tipificadas como atos terroristas. Segundo ele, é preciso rever a atual lei antiterrorismo vigente no País, de modo que essa mudança possa ocorrer.
Na última semana, ao convocar os deputados estaduais para voltar do recesso à Assembleia Legislativa para ajudar a enfrentar as facções, Camilo já havia feito referência às ações dos grupos criminosos, neste início de ano, serem consideradas terrorismo. Segundo o texto enviado aos parlamentares, os ataques ocorreram após medidas adotadas pelo Governo do Estado referentes ao sistema penitenciário e à segurança pública e “podem ser enquadradas como atos terroristas”. Ele também já defendeu, em outra ocasião, que o Ceará possa ter autonomia para criar uma lei antiterrorismo.
Ele defendeu, ainda, que as Forças Armadas sejam enviadas para o Ceará, para reforçar o apoio já disponibilizado pelos profissionais da Força Nacional, mandados ao Estado pouco após o início dos ataques. Camilo disse que chegou a conversar com Bolsonaro e levar essa demanda ao presidente, explicando que, para que fosse enviado o reforço do Exército, seria necessário haver mudança na legislação, de modo a resguardar os profissionais. Segundo o governador, Bolsonaro conta que a ideia é que esse tipo de reforço só seja mandado em último caso.
Previdência
Na mesma ocasião, Camilo se declarou favorável à Reforma da Previdência, que deve ser votada no Congresso Nacional este ano. Ele ressaltou que chegou a fazer modificações no sistema previdenciário dentro do Ceará. “Eu sempre fui a favor da Reforma da Previdência. Eu fiz mudanças no meu Estado, até onde poderia fazer e esse é o grande gargalo dos estados: o déficit da previdência é absurdo. Tenho procurado controlar isso com mão de ferro, buscando todas as alternativas para garantir o equilíbrio fiscal do meu Estado”, disse.
Ele destacou, por outro lado, que há elementos previstos na reforma federal que alarmam os governadores do Nordeste, que têm se reunido no decorrer dos últimos meses. Para ele, é necessário que a aposentadoria rural seja trabalhada de forma diferente. “Queremos um debate profundo, para que possamos apoiar, dizer onde precisa ser corrigido”, aponta, defendendo, também, que se conheça a fundo a proposta enviada ao Congresso pelo Governo Federal.
A reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) à presidência da Câmara dos Deputados, outro assunto tratado na conversa, também foi endossada por Camilo. “Posso dar minha opinião pessoal. Defendo a reeleição do presidente Rodrigo Maia. Ele esteve no Ceará, reuniu toda a bancada federal. Ele tem um perfil plural. O congresso é a casa de todos, há divergências de opiniões. Enxergo no Rodrigo essa capacidade de ouvir a todos”, declarou.
Maia havia visitado Fortaleza no início da semana, quando se reuniu com Camilo e com os parlamentares que formarão a bancada cearense na Câmara Federal. Na ocasião, ele elogiou a atuação do petista no Estado, dizendo que Camilo é “um dos melhores governantes” hoje no Brasil.
Com informações do O ESTADO

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