O tempo voa, não perdoa, nem espera por ninguém. O tempo nos
controla, deixa marcas e, de repente, hoje já é amanhã. Por isso, viva esta terça-feira como se fosse a última. O resto é vida que segue. No mais, estou
igual a essa última estrofe dessa pérola de Camões.
“Busque Amor novas artes, novo engenho,
para matar me, e novas esquivanças;
que não pode tirar me as esperanças,
que mal me tirará o que eu não tenho.
para matar me, e novas esquivanças;
que não pode tirar me as esperanças,
que mal me tirará o que eu não tenho.
Olhai de que esperanças me
mantenho!
Vede que perigosas seguranças!
Que não temo contrastes nem mudanças,
andando em bravo mar, perdido o lenho.
Vede que perigosas seguranças!
Que não temo contrastes nem mudanças,
andando em bravo mar, perdido o lenho.
Mas, conquanto não pode haver
desgosto
onde esperança falta, lá me esconde
Amor um mal, que mata e não se vê.
onde esperança falta, lá me esconde
Amor um mal, que mata e não se vê.
Que dias há que n'alma me tem
posto
um não sei quê, que nasce não sei onde,
vem não sei como, e dói não sei porquê.”
Luís de Camões
um não sei quê, que nasce não sei onde,
vem não sei como, e dói não sei porquê.”
Luís de Camões
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