Há mais de quatro séculos,
o cientista e filósofo inglês Sir Francis Bacon afirmava: “O dinheiro público
mal distribuído é como adubo, acaba fazendo mais mal do que bem”. Pois é o que
vem sendo praticado por parte dos governantes do Brasil nas últimas décadas. Os
exemplos são incontáveis. O mais recente é o anunciado contingenciamento de
muitos recursos, com o que serão atingidos vários setores que, ao contrário,
precisam de mais verbas. Entre os departamentos indispensáveis e de grande
utilidade, está, mais uma vez o Departamento Nacional de Obras Contra Secas,
“saco de pancadas” predileto de quase todos os governos depois dos anos 60.
Esse fato foi denunciado pelo próprio diretor-superintendente do DNOCS, Ângelo
Guerra. A se confirmar esse corte, que será de 50% das já minguadas verbas do
DNOCS, ele adverte que, justamente agora que muitas barragens se encontram ameaçadas
de arrombamento, o DNOCS, sem elas terá reduzidas as suas condições de defender
as populações contra arrombamentos.
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