segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

João que não é "de Deus


Ministério Público e Polícia investigam João de Deus por abusos

Crédito: Divulgação

Justiça
 A paulista, que preferiu não se identificar, pretende procurar esta semana o Ministério Público para formalizar a denúncia. “Não quero dinheiro, quero justiça”, afirmou. Os abusos teriam ocorrido desde 2016, em quatro ocasiões distintas (leia abaixo).  Antonia (nome fictício), de 28 anos, foi a Abadiânia pela primeira vez em 2015. Depois, começou a atuar como guia. Sua responsabilidade era levar pessoas de São Paulo para o centro espiritual.

Segundo o Ministério Público, outras denúncias foram encaminhadas à Polícia Civil do Estado de Goiás ainda no primeiro semestre. O delegado-geral da Polícia Civil, André Fernandes de Almeida, confirmou ao Estado que foram abertas investigações em outubro pela Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic). “Ele está sendo investigado há 45 dias, bem antes de o caso ter sido levado à TV.” O delegado contou que a apuração foi transferida para a Deic, na capital goiana, pela complexidade da situação e pelo risco de haver intimidação das testemunhas, além do fato de ser uma delegacia especializada.
Mais vítimas
 Mais mulheres procuraram distritos neste fim de semana, alegando terem sido vítimas de João de Deus. Ao Fantástico, da Rede Globo, o MP disse ontem ter relatos de assédio desde 2010 e deve criar uma força-tarefa para analisar todas as queixas. O programa levantou acusações desde os anos 1980.
Relatos
Considerando reportagens da TV Globo e do jornal O Globo, feitas nos últimos três meses, há mais de 30 relatos de mulheres entre 30 e 40 anos. Sempre em um espaço particular, a portas trancadas, elas alegam ter sido obrigadas a praticar atos sexuais e teriam o corpo tocado por João de Deus para “uma limpeza espiritual”.
Espiritismo
 Espiritismo. Após as acusações, a Federação Espírita Brasileira (FEB) veio a público para destacar que “o Espiritismo orienta que o serviço espiritual não deve ocorrer isoladamente, apenas com a presença do médium e da pessoa assistida”. “Não recomenda, portanto, a atividade de médiuns em trabalho individual, por conta própria”, afirmou, em nota oficial.
Não localizado
 A reportagem não conseguiu localizar João de Deus ontem para tratar do caso. À TV Globo, seu advogado, Alberto Toron, destacou que ele “recebe com indignação as denúncias”, e nega qualquer ilegalidade.

Com informações da  IstoÉ.

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