Ministério Público e Polícia investigam João de Deus por abusos

Justiça
A paulista,
que preferiu não se identificar, pretende procurar esta semana o Ministério
Público para formalizar a denúncia. “Não quero dinheiro, quero justiça”,
afirmou. Os abusos teriam ocorrido desde 2016, em quatro ocasiões distintas
(leia abaixo). Antonia (nome fictício),
de 28 anos, foi a Abadiânia pela primeira vez em 2015. Depois, começou a atuar
como guia. Sua responsabilidade era levar pessoas de São Paulo para o centro
espiritual.
Mais vítimas
Mais
mulheres procuraram distritos neste fim de semana, alegando terem sido vítimas
de João de Deus. Ao Fantástico, da Rede Globo, o MP disse ontem ter relatos de
assédio desde 2010 e deve criar uma força-tarefa para analisar todas as
queixas. O programa levantou acusações desde os anos 1980.
Relatos
Considerando reportagens da TV Globo e do jornal O Globo, feitas
nos últimos três meses, há mais de 30 relatos de mulheres entre 30 e 40 anos.
Sempre em um espaço particular, a portas trancadas, elas alegam ter sido
obrigadas a praticar atos sexuais e teriam o corpo tocado por João de Deus para
“uma limpeza espiritual”.
Espiritismo
Espiritismo. Após as acusações, a Federação Espírita Brasileira
(FEB) veio a público para destacar que “o Espiritismo orienta que o serviço
espiritual não deve ocorrer isoladamente, apenas com a presença do médium e da
pessoa assistida”. “Não recomenda, portanto, a atividade de médiuns em trabalho
individual, por conta própria”, afirmou, em nota oficial.
Não localizado
A reportagem não conseguiu localizar João de Deus ontem para
tratar do caso. À TV Globo, seu advogado, Alberto Toron, destacou que ele
“recebe com indignação as denúncias”, e nega qualquer ilegalidade.
Com informações da IstoÉ.
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