Na importante partida de futebol, em que se enfrentaram os
times do Vasco da Gama, do Rio de Janeiro, e o Ceará Sporting, a crônica
esportiva, em peso, dedicou-se exclusivamente a enaltecer a lotação total da
Arena Castelã, a confirmação do Ceará na Série A, a salvação do Vasco, da
degola e outros assuntos. Entretanto, essa mesma deixou passar em brancas
nuvens um espetáculo deprimente e revoltante: mesmo sabendo que a lotação da
arena estava esgotada desde sexta-feira, milhares de desordeiros, embriagados e
drogados criaram, nas entradas uma grande baderna, quebrando tudo o que
encontravam pela frente, obrigando as foscas policiais a usar da violência
repressora, com gás lacrimogêneo e cassetetes.
Em
consequência disso, milhares de sócios torcedores, acompanhados de mulheres,
idosos e crianças foram impedidos de entrar, além de serem ameaçados de serem
pisoteados. Nem câmaras, nem microfones nem repórteres se deram conta desse
triste “show”.
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