sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

MEC: 181 cursos superiores no Ceará têm nível considerado 'suficiente'

181 cursos de ensino superior no Ceará tiveram nível considerado “suficiente” pelo Ministério da Educação, segundo os conceitos do Índice Geral de Cursos (IGC) referentes a 2011 de 2.136 universidades, faculdades e centros universitários, e os resultados dos Conceitos Preliminares de Curso (CPC) de 4.403 instituições, que incluem a nota do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) aplicado no ano passado. Os índices foram divulgados nesta quinta-feira (6) pelo MEC.
 O cálculo do IGC inclui a média ponderada dos Conceitos Preliminares de Curso e os conceitos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), responsável por avaliar os programas de pós-graduação das instituições. O conceito varia entre 1 e 5 e o MEC considera insuficiente qualquer conceito abaixo de 3.
Categorias
Na planilha, as instituições de ensino superior estão divididas em três categorias: são 226 universidades, 140 centros universitários e 1.770 faculdades. É possível checar o número de cursos avaliados e o conceito da graduação, do mestrado e do doutorado.
Pesos
Já a composição do CPC tem três pesos: 55% da nota corresponde ao desempenho dos estudantes concluintes do curso no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), 30% equivale à titulação dos professores e ao seu regime laboral, e 15% da nota é composta dos índices de infra-estrutura e organização didático-pedagógica da instituição.
Mais de 500 instituições com nota insuficiente
Em coletiva de imprensa nesta quinta, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, afirmou que entre 2008 e 2011 houve uma "melhora generalizada" na qualidade dos cursos e instituições. "Há uma série de esforços, de requisitos que estão levando à evolução", afirmou ele, durante entrevista coletiva em Brasília nesta quinta. Ele creditou parte da evolução a iniciativas como o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), que atrela a participação de instituições privadas à manutenção de índices mínimos de qualidade.
Conceito insuficiente
Porém, os dados mostram que 27% das instituições de ensino superior brasileiras tiveram conceito insuficiente no Índice Geral de Cursos (IGC) em 2011. Das 2.136 universidades, faculdades e centros universitários avaliadas, nove tiveram conceito 1 e 568 atingiram o conceito 2. As duas categorias somam, respectivamente, 0,4% e 26,6% do total.
Mercadante afirmou que o ministério será "rigoroso" na aplicação de penalidades às instituições que permanecerem em índices insuficientes.
"Uma instituição que era 1 e continua 1 é inaceitável. Ponto. No ciclo de três anos, quem está estagnado analisaremos com muito rigor. Tomaremos medidas complementares, elas não só deixarão de ter acesso Prouni e Fies", afirmou o ministro.
Conceitos
Metade das instituições (1.081, ou 50,6% do total) tiveram conceito 3, enquanto 190 instituições (8,9%) alcançaram o conceito 4 do índice. Apenas 27 delas, o correspondente a 1,3% do total, tiveram a nota máxima no Índice Geral de Cursos.
Os resultados do IGC mostram uma pequena evolução em relação a 2008, quando 28,4% das 2.128 instituições avaliadas tiveram conceito insuficiente e apenas 1% delas atingiram a nota máxima.
Unidades avaliadas
Para o CPC, foram avaliadas 7.576 unidades de cálculo (que incluem cursos de graduação, inclusive licenciaturas e os tecnológicos) de instituições públicas e particulares. Elas também foram divididas nos conceitos de 1 a 5: 38 instituições (0,5% do total) tiveram conceito 1 e 938 (12,4% do total) receberam o conceito 2. O MEC considera satisfatórios os conceitos 3, 4 e 5, conquistados por 3.166, 1.979 e 203 instituições, respectivamente. Outras 1.252 instituições de ensino superior ficaram sem conceito em 2011.
Mudança
Neste ano, a avaliação do corpo docente mudou: ganharam mais importância o número de professores com título de mestrado e com regime de dedicação exclusiva, e perdeu espaço a quantidade de professores com título de doutorado.
"Aumentamos um pouco o peso da dedicação de tempo integral dos professores. Não queremos o doutor horista, queremos o doutor e o mestre que se dedique à docência e à instituição", explicou Mercadante.
( Com informações do  G1-CE)

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