terça-feira, 10 de abril de 2012

Ceará é o segundo que mais transplanta coração no Brasil

 

 
 

"Conquistas numéricas que conseguem traduzir
vidas, sorrisos, solidariedade e informação. Em 2011, o Ceará foi o segundo estado que mais transplantou corações no Brasil, com 25 procedimentos. Este ano, até março, já foram cinco pacientes com um novo órgão. O recorde cearense aconteceu em 2008, com 31 transplantes. E a perspectiva é de ainda mais vidas salvas pela medicina cearense experiente, reforçada por uma sociedade engajada à causa. Hoje, 13 pessoas ainda aguardam para receber um novo coração.

Os dados são do Registro Brasileiro de Transplantes (RBT), da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO). A colocação cearense diz respeito a termos absolutos e proporcionais. O estado a mais realizar transplantes foi São Paulo, com 69. Em terceiro colocado, ficou o Paraná, com 18 cirurgias. Se a análise for proporcional, o Distrito Federal realizou 3,5 transplantes de coração por milhão de população, enquanto o Ceará, executou três.
Desde 2001, não é mais necessário deixar por escrito a vontade de ser um doador de órgãos. Os familiares se comprometem em esclarecer o desejo do doador e a doação acontecerá a partir da morte encefálica do paciente. “A população já está mais informada, inclusive, sobre os procedimentos que constatam a morte. Esse é um tabu que estamos quebrando aos poucos, com educação e informação”, destacou a coordenadora da Central de Transplantes do Ceará, Eliana Barbosa. Conforme a especialista, em 2011, 667 profissionais da Saúde foram capacitados para orientar famílias de doadores.

A manutenção do órgão que será transplantado também faz parte do desenvolvimento deste procedimento no Ceará. “O coração é um órgão mais complicado, se comparada aos rins ou fígado. O coração tem de sair do doador ainda batendo”, frisou Eliana. Dados do RBT, em 2010, do total de 6.979 potenciais doadores, 18,3% foram rejeitados na fase de manutenção.

A coordenadora da Central de Transplantes do Ceará destacou que novas diretrizes foram lançadas no Brasil no sentido de manter órgãos de potenciais doadores mortos. As orientações foram elaboradas pela Associação Brasileira de Medicina Intensiva (Amib). “Uma vez retirado do corpo do doador, o órgão tem até seis horas para ser transplantado. Mas o quanto antes, melhor, sem dúvida”, detalhou Eliana.

No Ceará, os transplantes de coração são realizados pelo Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes. O HM é uma unidade terciária especializada no diagnóstico e tratamento de doenças cardíacas e pulmonares, dispondo de todos os procedimentos de alta complexidade nestas áreas e destacando-se nos transplantes cardíaco e pulmonar." (O Estado) 

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