Marcos Chagas
Repórter da Agência Brasil
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O senador Demóstenes Torres (sem
partido-GO) foi notificado no início da tarde de hoje (11) de que será
investigado pelo Conselho de Ética do Senado sobre as denúncias veiculadas na
imprensa de participação em um esquema de exploração de jogos ilícitos comandado
pelo empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Há dias recluso em
sua residência, Demóstenes Torres foi ao seu gabinete exclusivamente para
receber o documento, entregue pela secretária-geral da Mesa Diretora, Cláudia
Lira.
Cumprido esse procedimento regimental, o
parlamentar terá dez dias úteis, contados a partir de amanhã (12), para
apresentar sua defesa ao Conselho de Ética. O prazo foi estabelecido ontem (10),
pelo presidente interino do conselho, Antonio Carlos Valadares (PSB-SE).
Mais cedo, o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP)
disse à Agência Brasil que ontem foi acertado entre todos os
líderes da Casa a necessidade de uma comissão parlamentar mista de inquérito
(CPMI) para apurar todas as informações decorrentes da Operação Monte Carlo, da
Polícia Federal, que desmontou a quadrilha que trabalhava com a exploração de
máquinas caça-níqueis em Goiás e no Distrito Federal. Ele também disse que
caberá à comissão apurar, ainda, o envolvimento de Carlos Cachoeiras com "entes
públicos e privados".
Segundo ele, o líder do PT no Senado, Walter
Pinheiro (BA), está negociando com o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), o
objeto determinado das investigações. Ou seja, os pontos que caberá à CPMI
investigar.
O senador do PSOL disse também que o texto do
requerimento de convocação da CPMI deve ficar pronto ainda hoje. Nos próximos
dois dias, caberá aos líderes buscar o apoio de suas bancadas. "Como a CPMI é um
consenso entre os líderes da Câmara e do Senado, não haverá problema em
preencher o mínimo necessário de assinaturas nas duas Casas", acredita o
parlamentar. (Agência Brasil)
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