Da Redação
O MPF-SP (Ministério Público Federal de São Paulo) abriu nesta terça-feira (17/1) um procedimento para apurar violação aos direitos da mulher, na cena do suposto estupro envolvendo dois participantes do reality show Big Brother Brasil 12, Daniel Echaniz e Monique Amin. O objetivo da ação, que não é de caráter criminal, consiste em exigir da Rede Globo – emissora que veicula o programa – a publicação, no próprio BBB, de esclarecimentos sobre os direitos das mulheres.
O MPF-SP também cita a Convenção de Belém do Pará (Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher). Segundo o órgão, o intuito da ação é garantir que a emissora, de alcance nacional, “não contribua para a promoção do respeito à mulher, e sim para a desconstrução de ideais que estabelecem papéis estereotipados para o homem e a mulher”, como prevê a Convenção.De natureza cível, o procedimento do MPF-SP não vai investigar o suposto crime ocorrido no programa, que é gravado nos estúdios da emissora, no Rio de Janeiro. A Polícia Civil e o MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) já estão apurando criminalmente o caso.
A forma como a Rede Globo informou o público a respeito dos fatos ocorridos na casa também será questionada pelo MPF-SP. Segundo a emissora, o participante Daniel teria sido expulso por “comportamento inadequado”. Entretanto, grande parcela dos telespectadores ficou sem assistir as cenas ocorridas entre os participantes no último final de semana. Isto, pois muitos não têm acesso à programação pay-per-view e também não acompanharam o debate nas redes sociais.
BBB 10 e o vírus HIV
Uma das possíveis linhas de atuação do MPF-SP é exigir da emissora a publicação de esclarecimentos sobre os direitos da mulher, de forma semelhante à atuação no caso do BBB 10, quando cobrou explicações sobre as formas de transmissão da Aids.
Na ocasião, o participante Marcelo Dourado – que mais tarde veio a ganhar a edição de 2010 – disse que um homem portador do vírus HIV “em algum momento teve relação com outro homem”, porque, segundo ele “heterossexual não pega Aids”. Ele disse ainda que obteve informações com médicos, e concluiu: “um homem transmite para outro homem, mas uma mulher não passa para o homem”.
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