
No Recife a crise no PT causou estragos irreparáveis, resultado de uma série de episódios que desagradou a "gregos e troianos" como o cancelamento das primeiras prévias, saída do deputado federal Maurício Rands da primária, a cassação, pela cúpula nacional do partido, da candidatura do prefeito João da Costa, culminando com a indicação de Humberto Costa a prefeito do Recife.
Magoado com a postura da direção nacional do partido e falta de diálogo, forçado a sair da disputa em nome de uma falsa unidade, Rands, nesta quarta-feira, anunciou para todo o Brasil sua saida não só do PT, mas da vida pública.
Maurício Rands "chutou o pau da barraca" e, em carta à imprensa, anuncia sua desfiliação do Partido dos Trabalhadores. E vai mais longe, entrega também ao PT, o mandato de deputado na Câmara Federal e abandona a Secretaria de Governo do Estado de Pernambuco. Rands não poupou críticas a Direção Nacional da agremiação e declarou apoio ao candidato do PSB à Prefeitura do Recife, Geraldo Júlio. A drástica medida foi tomada depois de a direção do partido preterir seu nome para a sucessão municipal do Recife.
Trechos da carta de Rands:
“Na luta pela renovação do partido, no Recife e em outros lugares, infelizmente, têm prevalecido posições da direção nacional, adotadas autoritária e burocraticamente, distantes da realidade dos militantes na base partidária”.
Rands também lamentou que, segundo ele, setores dominantes da direção nacional do PT já tivessem outro roteiro para essas eleições, “que não o debate democrático com a militância do PT no Recife e a sua deliberação. Ou seja, cometeram o grave equívoco de ter a pretensão de impor, a partir de São Paulo, um candidato à Frente Popular e ao povo do Recife”.
"Depois da decisão da Direção Nacional do PT, impondo autoritariamente a retirada à minha candidatura e a do atual prefeito, recolhi-me à reflexão."
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