quinta-feira, 6 de agosto de 2015

FOCO ERRADO

Enquanto pessoas mal informadas e mal formadas trabalham e torcem  pelo impeachment da presidenta Dilma, sem avaliar os riscos que a insana medida seria para o país,  o celerado do Eduardo Cunha, mentor da ideia, deita e rola no Congresso Nacional, colocando em risco a governabilidade do país.

Sabe-se que não é de hoje que a corrupção faz parte integrante do Brasil. Mas o que é importante é o momento que o país vive quando se vê os “Zés Dirceus” da vida no xilindró. Isso prova que o Brasil está mudando. Entretanto, em meio à descoberta do lamaçal em que o Brasil está mergulhado, onde explodem, diariamente, denúncias de corrupção por todos os lados, o Congresso Nacional, pensada ou impensadamente, está agindo contra o país e, infelizmente, as pessoas não estão se dando conta disso quando apregoam o impeachment da mandatária máxima da Nação. 

Desde que rompeu com o governo Dilma, Cunha deu início a uma perseguição ferrenha contra àquele. Ontem, por exemplo, ao aprovar as novas regras salariais para várias carreiras  jurídicas, a Câmara disparou  o primeiro torpedo de uma série já anunciada sob o título de “pauta-bomba”. E os efeitos são imprevisíveis e podem se tornar devastadores, pois não atingem apenas a política mas, principalmente, a economia brasileira.

Acuado pelas denúncias de envolvimento em corrupção, Cunha, em sua insanidade, acredita que nocauteando  Dilma com um impeachment,  barrará as investigações sobre seu envolvimento nesse mar de lama de corrupção que assola o país. É pensando nisso que trabalha a derrocada de Dilma. Para tanto, não é segredo pra ninguém que Cunha trabalha, dia e noite para impor o impeachment de Dilma Roussef.
PDT e PTB anunciaram que não fazem mais parte da base parlamentar no Congresso Nacional e mostraram isso, já na votação de ontem.

Ao aprovar novas regras salariais para várias carreiras jurídicas, a Câmara impôs uma derrota acachapante ao governo com 445 votos a favor, 16 contra e 6 abstenções, o que equivale a, aproximadamente 95% a 5% dos parlamentares presentes. O próprio PT votou contra o encaminhamento do líder do governo, José Guimarães.

Não adiantou o governo enviar dois prepostos (ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante e o vice-presidente e articulador político, Michel Temer),  para tentarem uma reaproximação com os parlamentares. Os dois bem que tentaram acalmar os ânimos e mudar o quadro, mas foi em vão.  Nenhum dos dois teve força para derrubar o poder de Eduardo Cunha. O que se nota é que a força de Cunha  no Congresso Nacional, principalmente, na Câmara Baixa do País,  está inalterada, talvez até mais forte depois dele ser alvo de acusações na Operação Lava Jato. 

O que a população não entende ou não está querendo entender, é que a Lava  Jato, a cada dia, descobre mais envolvidos nesse mar de corrupção. E por conta disso, quem tem “culpa no cartório”, trata logo de por as “barbas de molho”, ou seja, o que os políticos, principalmente, os detentores de mandatos têm, é medo. E é justamente esse medo que está fazendo com que os parlamentares tentem minar a presidenta Dilma já que culpam a Chefe da Nação  por não fazer a blindagem de seus nomes.

Em sua insanidade e em sua irresponsabilidade,  Cunha mostra que não está nem um pouco preocupação  com o efeito devastador que esses projetos aprovados farão na dramática e já combalida situação da econômica brasileira. Só para se ter uma idéia, apenas a votação de ontem levará um impacto negativo da ordem de R$ 2,5 bilhões  nas contas públicas.

Não é admissível  que um insano, no afã vingativo de impor derrotas ao governo,  ponha em risco o futuro de um país do porte do Brasil. Num momento grave  em  que vive atualmente o país, há expectativa se volta para  outras votações que estão previstas para os próximos dias como a derrubada do veto ao reajuste das aposentadorias pelo salário mínimo, a correção do FGTS e o fim do fator previdenciário. Tem-se que levar em conta que não adianta se ter um grande salário se o Estado não tem como pagá-lo.

O dever do Congresso Nacional é agir com responsabilidade e fazer jus à confiança que o povo depositou em seus representantes. Num momento grave como este, é dever dos congressistas dar o aval aos grandes projetos que podem recolocar nossa economia nos trilhos e não avalizar as loucuras de um homem que, acuado pelas investigações, com medo de perder o mandato e, consequentemente o poder, tem demonstrado que seu único objetivo é derrubar a presidenta Dilma Rousseff. 

A hora é de responsabilidade e não de dar apoio a quem é mais sujo do que “pau da galinheiro”.


A verdade é que num país sério, Cunha jamais seria presidente da Câmara dos Deputados. Dito isto, num país sério, diante da falha coletiva que foi permitir que esse celerado assumisse o segundo cargo na linha de sucessão da presidência da República, situação e oposição se reuniriam para afastá-lo do cargo, corrigindo o erro grotesco que foi colocar um celerado e irresponsável como este em cargo tão estratégico da  República Federativa do Brasil. Fora Cunha!!!

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