Enquanto
pessoas mal informadas e mal formadas trabalham e torcem pelo impeachment da presidenta Dilma, sem
avaliar os riscos que a insana medida seria para o país, o celerado do Eduardo Cunha, mentor da ideia,
deita e rola no Congresso Nacional, colocando em risco a governabilidade do
país.
Sabe-se que
não é de hoje que a corrupção faz parte integrante do Brasil. Mas o que é
importante é o momento que o país vive quando se vê os “Zés Dirceus” da vida no
xilindró. Isso prova que o Brasil está mudando. Entretanto, em meio à
descoberta do lamaçal em que o Brasil está mergulhado, onde explodem,
diariamente, denúncias de corrupção por todos os lados, o Congresso Nacional,
pensada ou impensadamente, está agindo contra o país e, infelizmente, as
pessoas não estão se dando conta disso quando apregoam o impeachment da
mandatária máxima da Nação.
Desde que
rompeu com o governo Dilma, Cunha deu início a uma perseguição ferrenha contra
àquele. Ontem, por exemplo, ao aprovar as novas regras salariais para várias
carreiras jurídicas, a Câmara
disparou o primeiro torpedo de uma série
já anunciada sob o título de “pauta-bomba”. E os efeitos são imprevisíveis e
podem se tornar devastadores, pois não atingem apenas a política mas, principalmente,
a economia brasileira.
Acuado pelas
denúncias de envolvimento em corrupção, Cunha, em sua insanidade, acredita que
nocauteando Dilma com um
impeachment, barrará as investigações
sobre seu envolvimento nesse mar de lama de corrupção que assola o país. É
pensando nisso que trabalha a derrocada de Dilma. Para tanto, não é segredo pra
ninguém que Cunha trabalha, dia e noite para impor o impeachment de Dilma
Roussef.
PDT e PTB anunciaram
que não fazem mais parte da base parlamentar no Congresso Nacional e mostraram
isso, já na votação de ontem.
Ao aprovar
novas regras salariais para várias carreiras jurídicas, a Câmara impôs uma
derrota acachapante ao governo com 445 votos a favor, 16 contra e 6 abstenções,
o que equivale a, aproximadamente 95% a 5% dos parlamentares presentes. O
próprio PT votou contra o encaminhamento do líder do governo, José Guimarães.
Não adiantou
o governo enviar dois prepostos (ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante e o
vice-presidente e articulador político, Michel Temer), para tentarem uma reaproximação com os
parlamentares. Os dois bem que tentaram acalmar os ânimos e mudar o quadro, mas
foi em vão. Nenhum dos dois teve força
para derrubar o poder de Eduardo Cunha. O que se nota é que a força de
Cunha no Congresso Nacional, principalmente,
na Câmara Baixa do País, está
inalterada, talvez até mais forte depois dele ser alvo de acusações na Operação
Lava Jato.
O que a
população não entende ou não está querendo entender, é que a Lava Jato, a cada dia, descobre mais envolvidos
nesse mar de corrupção. E por conta disso, quem tem “culpa no cartório”, trata
logo de por as “barbas de molho”, ou seja, o que os políticos, principalmente,
os detentores de mandatos têm, é medo. E é justamente esse medo que está
fazendo com que os parlamentares tentem minar a presidenta Dilma já que culpam
a Chefe da Nação por não fazer a
blindagem de seus nomes.
Em sua
insanidade e em sua irresponsabilidade,
Cunha mostra que não está nem um pouco preocupação com o efeito devastador que esses projetos
aprovados farão na dramática e já combalida situação da econômica brasileira.
Só para se ter uma idéia, apenas a votação de ontem levará um impacto negativo
da ordem de R$ 2,5 bilhões nas contas
públicas.
Não é admissível que um insano, no afã vingativo de impor
derrotas ao governo, ponha em risco o
futuro de um país do porte do Brasil. Num momento grave em que
vive atualmente o país, há expectativa se volta para outras votações que estão previstas para os
próximos dias como a derrubada do veto ao reajuste das aposentadorias pelo
salário mínimo, a correção do FGTS e o fim do fator previdenciário. Tem-se que
levar em conta que não adianta se ter um grande salário se o Estado não tem
como pagá-lo.
O dever do
Congresso Nacional é agir com responsabilidade e fazer jus à confiança que o
povo depositou em seus representantes. Num momento grave como este, é dever dos
congressistas dar o aval aos grandes projetos que podem recolocar nossa
economia nos trilhos e não avalizar as loucuras de um homem que, acuado pelas
investigações, com medo de perder o mandato e, consequentemente o poder, tem
demonstrado que seu único objetivo é derrubar a presidenta Dilma Rousseff.
A
hora é de responsabilidade e não de dar apoio a quem é mais sujo do que “pau da
galinheiro”.
A verdade é
que num país sério, Cunha jamais seria presidente da Câmara dos Deputados. Dito
isto, num país sério, diante da falha coletiva que foi permitir que esse
celerado assumisse o segundo cargo na linha de sucessão da presidência da
República, situação e oposição se reuniriam para afastá-lo do cargo, corrigindo
o erro grotesco que foi colocar um celerado e irresponsável como este em cargo
tão estratégico da República Federativa
do Brasil. Fora Cunha!!!
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