No encontro, além de representantes da Adpec e da Defensoria Pública Geral do Estado (DPGE), estarão presentes os secretários do Planejamento e Gestão, Eduardo Diogo; da Fazenda, Mauro Filho; o procurador geral do Estado, Ricardo Machado; e o presidente da mesa de negociação dos servidores estaduais, Adriano Campos.
De acordo com a Adpec, na ocasião serão discutidos os pleitos da categoria e quais as chances de atendimento das reivindicações por parte do Governo. Apesar disso, o presidente da Associação, Adriano Leitinho, alerta que, se a reunião não acontecer ou as negociações não avançarem, os defensores já têm uma nova assembleia agendada, para decidir sobre a greve geral.
Defensores públicos durante a paralisação de 48h em frente à Assembleia Legislativa (Foto: Divulgação/ Adpec)

“A nossa intenção é evitar que a população seja prejudicada. Por isso, não faremos a paralisação nos dias 4, 5 e 6 [de junho]. Porém, não está descartada a possibilidade da categoria realizar uma paralisação ou mesmo greve. Tudo vai depender da reunião do dia 13”, explica o presidente.
“Cesta da Defensoria”
Na manhã desta segunda-feira (4), os defensores prometem ir ao Palácio da Abolição para entregar a “Cesta da Defensoria”, contendo informativos sobre a luta da categoria, matérias de jornais e TVs, além de cartilhas sobre o papel do defensor público, publicados nos últimos dois anos, período em que alegam que vêm tentando conversar com o Governo sobre os problemas que enfrentam.
Reivindicações
Os defensores públicos reivindicam principalmente a efetivação da autonomia plena da Defensoria, equiparação de salários com juízes e promotores e o preenchimento de todos os cargos vagos. Segundo Adriano Leitinho, dos 415 cargos existentes, apenas 291 estão ocupados, principalmente em Fortaleza – o que faz com que 74% dos municípios cearenses não tenham o serviço.
“A autonomia dos Defensores Públicos é fundamental na implementação de políticas de acesso à justiça. Infelizmente, apenas 48 cidades cearenses contam com os serviços da Defensoria Pública. Como falar em acesso à justiça se 80% da população cearense não encontram a Defensoria em sua cidade?”, indaga o presidente da Adpec. (Por Igor Gadelha - Jangadeiro Online)