Camilo Santana se diz vítima de “boato” sobre escândalo dos banheiros
Debate realizado pela TV-DN, do
Sistema Verdes Mares, foi marcado pelo clima ameno entre os candidatos, sem
fortes embates. Foi o primeiro debate entre os candidatos a governador nas
eleições 2014
Candidatos participaram do 1º debate de 2014 (Arte: Thiago Leite)
O candidato do PT ao Governo do Estado, Camilo Santana (PT), afirmou que não era o secretário de Cidades na época em que os convênios fraudulentos para construção de banheiros para famílias de baixa renda foram assinados, em junho de 2010. O caso ficou conhecido “escândalo dos banheiros fantasmas”.
No debate on-line entre os candidatos a governador realizado nesta segunda-feira (11) pelo Sistema Verdes Mares de comunicação, Camilo foi questionado sobre o assuntopela candidata Eliane Novais (PSB)
Em resposta, Camilo afirmou a ligação entre ele o escândalo
é um “boato”; alegando ter assumido como secretário em janeiro de 2011 – cerca
de seis meses após a assinatura dos convênios. “Eu, como secretário, que puni,
que descobri o esquema e demiti os bandidos da secretaria das Cidades. O
Tribunal de Contas me isentou de responsabilidades […] Se tem uma coisa que eu
não convivo, que não admito, é o desvio de recursos públicos”, respondeu
Camilo. Os secretários que antecederam Camilo Santana na Pasta foram Joaquim
Cartaxo (PT) e Jurandi Vieira Santiago. Em sua gestão, Camilo Santana assinou
diversos aditivos de prorrogação garantindo a continuação dos repasses para
associações de fachada. À época, o hoje candidato responsabilizou subalternos
da área jurídica da secretaria.
Na réplica, Eliane afirmou que o candidato petista estaria
“tentando se justificar”. “O dinheiro não voltou para os cofres públicos e os
banheiros não foram construídos”, afirmou a candidata do PSB, para em seguida
concluir que os cearenses vivem atualmente “na expectativa de um novo escândalo”
já que “os mecanismos não foram instalados” – em referência à falta de
fiscalização na Secretaria de Cidades.
Eliane citou que inclusive existe uma nova suspeita sobre
convênios da pasta. Conforme mostrado pelo Tribuna do Ceará, o Ministério
Público Eleitoral investiga a assinatura de convênios que somam cerca de R$ 40
milhões a três dias antes do início da campanha eleitoral, beneficiando aliados
do governo estadual. O MPE investiga ainda se houve repasse de dinheiro para
prefeituras do interior dentro do período de restrições eleitorais – que
iniciou no dia 5 de julho.
Governo Cid assinou mais de R$ 40 milhões em convênios a
três dias do início da campanha
Além de ser incisiva com Camilo, Eliane Novais também
criticou o Governo do Estado, afirmando que a gestão do governador Cid Gomes
(Pros) – o responsável pela candidatura do petista – tem baixa execução
orçamentária nas áreas de saneamento básico, convívio com a seca, combate às
drogas. “Ou seja, é um governo que não investiu”, tachou.
O candidato do Psol também participou do debate,
afirmando-se como “única candidatura que não recebe doações de empresas”. Ele
discursou defendendo que esse critério é necessário para o estabelecimento de
uma nova relação com o “capital financeiro”. Ele ainda afirmou que, como governador,
vai implantar políticas voltadas para uma agricultura livre de agrotóxicos.
O principal opositor do petista, o candidato Eunício
Oliveira (PMDB), não participou do debate.
O debate desta segunda-feira foi marcado pelo clima ameno
entre os candidatos, sem fortes embates. No início, eles se apresentaram e,
logo após, responderam a perguntas entre si. No bloco seguinte, responderam a
perguntas de internautas. E na sequência fizeram mais um bloco em que candidato
perguntou para candidato, antes das considerações finais de cada um deles. Em
nota enviada à organização do debate, com uma hora de antecedência, Eunício
Oliveira informou que não compareceria devido a compromissos assumidos
anteriormente. Ele participou de evento comemorativo pelos 80 anos da Casa do
Estudante, no bairro Benfica.
(Tribuna do Ceará Online)
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