terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Tucanos entram com açãol civill pública para apurar fim de poupanças da CEF

















O PSDB deve encaminhar, nas próximas horas, uma ação ao Ministério Público Federal (MPF), solicitando a apuração se houve crime de gestão temerária e fraudulenta de instituição financeira no episódio em que a Caixa Econômica Federal (CEF) encerrou mais de 525 mil contas poupança e usou o dinheiro para elevar seu lucro. A informação foi dada há pouco pelo presidente nacional do partido, senador mineiro Aécio Neves.

Segundo Aécio, o partido deve ingressar  também com uma ação civil pública para assegurar a defesa de poupadores que teriam sido atingidos, além de apresentar requerimentos para que as autoridades envolvidas apresentem explicações.
Esperteza
"[Foi] No mínimo esperteza, talvez seguindo o exemplo de cima", disse o presidente tucano, questionado se acreditava ter havido má-fé no episódio. "O governo tem estimulado essa contabilidade criativa para apresentar números cada vez mais inflados. Tudo isso contribui para minar cada vez mais a credibilidade da política econômica do governo."
Reportagem
Reportagem da revista "Istoé" publicada no fim de semana afirma que relatórios da Controladoria-Geral da União e do Banco Central apontam irregularidades no encerramento e incorporação do saldo de mais de 500 mil contas poupança, o que elevou o lucro de 2012 da instituição financeira em R$ 719 milhões.
Negativa
Os executivos da CEF negaram que o procedimento tenha sido feito para inflar o lucro e aumentar a distribuição de dividendos ao Governo Federal, seu controlador, e ressaltaram que não há uma regra clara sobre como contabilizar os valores das contas. "Esse episódio é extremamente grave, uma apropriação indevida, um verdadeiro confisco da poupança de inúmeros brasileiros sem que eles fossem adequadamente comunicados", afirmou Aécio.
Convocação
O senador explicou que, assim que o Congresso Nacional retomar suas atividades, em fevereiro, o partido deve apresentar requerimentos de convocação do ministro da Fazenda, Guido Mantega, do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, e do ministro-chefe da CGU, Jorge Hage, além de um convite ao presidente da Caixa, Jorge Hereda. Também será apresentado um requerimento por escrito ao ministro da Fazenda, pedindo informações sobre a incorporação dos saldos das cadernetas.

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