Mussum era um mito. Hoje é cult. Quase 20 anos depois de morto, ainda consegue fazer as pessoas rirem. Se, em vida, ele fez sucesso como um dos humoristas mais engraçados que esse país já riu, ele ainda encontrou tempo para ser músico da banda Originais do Samba. Agora ele ressurge como meme no Facebook, onde descobriram uma série de lançamentos póstumos, mostrando que seu talento ia muito além do samba. Seja no rock, seja no pop, Mussum mostrou sua fase psicodélica, metal, prog, glam, funk, grunge. Confiram…
Tudo começou nos loucos anos 60, quando só se ouvia Beatles e Stones. Mussum achava aquilo tudo muito limitado e resolveu abrir as portas da percepção, com a psicodélica banda The Doóris. Poeta e símbolo sexual, Mussum embalou a geração sexo, drogas e rock n’ roll com clássicos como “Light My Fairis”, “L. A. Womis”, “Break On Thrúsis”, “People Are Strangis” e “The Endis”.
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Depois de uma bad trip de ácido e uma viagem malsucedida à Paris, Mussum teve uma epifania e resolveu misturar poderosos riffs de guitarra com folk e blues. Liderando a banda LedZépis (Lédis, para os íntimos), ele lançou as bases para o classic rock no antólogico disco The Song Remainis the Sêimis, que contém hinos como “Black Doggis”, “Stairway to Hévis”, “Whole Lotta Lóvis”, “Dazed and Confusis” e “Kashimíris”.
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Depois de seu suposto envolvimento com o ocultismo e com a magia negra, era hora de mudar a rota e mostrar o lado mais teatral do rock. Surge então a banda Kíssiss, onde Mussum apareceu mascarado, cuspindo sangue e incendiando guitarras. Não demorou muito para surgirem boatos de que ele teria aderido ao satanismo. Segundo membros de uma seita católica ortodoxa, se você rodar o LP duplo ao vivo Aláivis, ouve-se a voz do demônio em músicas como “I Was Made for Lovi Yousis”, “Detroit Rock Citis”, “Forévis”, “I Love It Loudis” e “Rock en Roll All Náitis”.
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A crítica nunca deixou Mussum em paz, acusando-o de ser pueril, fanfarrão e adorador do demo. Disposto a provar que tinha talento para compor, ele fundou o Pink Floydis e esfregou na cara dos críticos o melhor do prog e do art rock, com o álbum conceitual Wish You Were In The Dark Sáidis Of The Wallzis, onde fizeram sucesso “Another Brick in The Wallzis”, “Us And Themis”, “Comfortably Númbis” e a suíte “Shine On You Crazis Diamondis (partes I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII, IX e X)”.
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Aclamado por público e crítica, Mussum queria mais. Buscando fundir o prog com o hard rock, surgiu o power trio Rushis, que se tornou a maior banda cult de todos os tempos, com o multiplatinado disco Moving Picturis. No repertório, clássicos imortais, como “Tom Sawyeris”, “Limeláitis”, “Fly By Náitis”, “Closer to the Hártis” e a instrumental “La Villa Strangiattis”.
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Cansado de tanto virtuosismo e auto-indulgência, Mussum resolveu andar na direção contrária e se revoltar contra tudo isso. Vestindo camisas que diziam “eu odeio Pink Floydis”, ele renegou toda a sua obra anterior e foi um dos artífices do movimento punk. Com a banda Ramonis, ele criou um séquito de seguidores que ia de Nova York a Londres e influenciou gerações com músicas cheia de atitude, como “I Wanna Be Sedatis”, “I Wanna Be Your Boyfriendis”, “Bópis Til You Drópis”, “Psycho Therapis”, “Somebodys Put Something in My Drinkis” e “Poison Hártis”.
Não percam, em breve, o segundo volume da saga!
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