Foto: Brian Snyder/REUTERS
A incrível história de um garoto que treina desde os sete anos em equipamentos produzidos pelo próprio pai e que só conseguiu seu primeiro patrocínio dois meses antes das Olimpíadas
Por Pedro Fonseca
LONDRES, (Reuters) - Pouca gente conhecia Arthur Zanetti fora do meio esportivo antes de o ginasta, de 22 anos, tornar-se campeão olímpico da prova de argolas dos Jogos de Londres, nesta segunda-feira, conquistando a primeira medalha da ginástica brasileira em Olimpíadas.
Bem menos badalado do que seus colegas de seleção brasileira Diego Hypólito, Daniele Hypólito e Daiane dos Santos, Zanetti chegou onde nenhum compatriota jamais tinha ido ao bater o tetracampeão mundial e medalhista de ouro em Pequim-2008, Chen Yibing, para levar a medalha de ouro na capital britânica.
O brasileiro, o último a se apresentar na North Greenwich Arena entre os oito finalistas olímpicos, terminou em 1o lugar com 15.900 pontos, ante 15.800 do chinês e 15.733 do italiano Matteo Morandi, que ficou com o bronze.
A nota de Zanetti ficou bem acima dos 15.616 que ele obteve nas eliminatórias, quando não apresentou sua série mais difícil. Ao ser o último a se apresentar na final, ele já entrou na competição sabendo o que seus adversários tinham conseguido.
Após a entrada oficial dos competidores no ginásio, Zanetti saiu da arena para uma área de aquecimento enquanto Yibing iniciava a primeira série da final. O brasileiro só voltou perto da hora de fazer a sua apresentação, e sabia que a pontuação dos adversários o deixava em condições não só de subir ao pódio, mas de buscar o título olímpico.
"Quando eu olhei a nota dele (Yibing) eu falei 'não é impossível'. Eu sabia que era muito difícil mas não impossível, e veio bem na hora certa minha concentração e todo o meu treinamento de longos anos", disse Zanetti, que antes de Londres conquistou o título da etapa de Ghent da Copa do Mundo com uma nota superior à do título olímpico (15.925).
"Agora eu sou o número 1, mas agradeço a ele por eu ter chegado até aqui, porque foi treinando para derrubar ele que eu consegui chegar", acrescentou Zanetti sobre o rival chinês, que venceu o brasileiro no Mundial do Japão no ano passado. Naquele torneio, o chinês teve uma nota de partida maior que a do brasileiro, que mudou a sua série para ter a mesma nota de partida que o adversário na Olimpíada.
"Com a mesma nota de partida a diferença seria na execução e a minha série foi muita boa, praticamente sem erro. Dei um passinho a mais na saída, mas foi só um décimo que perdi", afirmou o brasileiro, que foi o mais aplaudido na arena ao encerrar sua apresentação. (Portal Brasil 247)
LONDRES, (Reuters) - Pouca gente conhecia Arthur Zanetti fora do meio esportivo antes de o ginasta, de 22 anos, tornar-se campeão olímpico da prova de argolas dos Jogos de Londres, nesta segunda-feira, conquistando a primeira medalha da ginástica brasileira em Olimpíadas.
Bem menos badalado do que seus colegas de seleção brasileira Diego Hypólito, Daniele Hypólito e Daiane dos Santos, Zanetti chegou onde nenhum compatriota jamais tinha ido ao bater o tetracampeão mundial e medalhista de ouro em Pequim-2008, Chen Yibing, para levar a medalha de ouro na capital britânica.
O brasileiro, o último a se apresentar na North Greenwich Arena entre os oito finalistas olímpicos, terminou em 1o lugar com 15.900 pontos, ante 15.800 do chinês e 15.733 do italiano Matteo Morandi, que ficou com o bronze.
A nota de Zanetti ficou bem acima dos 15.616 que ele obteve nas eliminatórias, quando não apresentou sua série mais difícil. Ao ser o último a se apresentar na final, ele já entrou na competição sabendo o que seus adversários tinham conseguido.
Após a entrada oficial dos competidores no ginásio, Zanetti saiu da arena para uma área de aquecimento enquanto Yibing iniciava a primeira série da final. O brasileiro só voltou perto da hora de fazer a sua apresentação, e sabia que a pontuação dos adversários o deixava em condições não só de subir ao pódio, mas de buscar o título olímpico.
"Quando eu olhei a nota dele (Yibing) eu falei 'não é impossível'. Eu sabia que era muito difícil mas não impossível, e veio bem na hora certa minha concentração e todo o meu treinamento de longos anos", disse Zanetti, que antes de Londres conquistou o título da etapa de Ghent da Copa do Mundo com uma nota superior à do título olímpico (15.925).
"Agora eu sou o número 1, mas agradeço a ele por eu ter chegado até aqui, porque foi treinando para derrubar ele que eu consegui chegar", acrescentou Zanetti sobre o rival chinês, que venceu o brasileiro no Mundial do Japão no ano passado. Naquele torneio, o chinês teve uma nota de partida maior que a do brasileiro, que mudou a sua série para ter a mesma nota de partida que o adversário na Olimpíada.
"Com a mesma nota de partida a diferença seria na execução e a minha série foi muita boa, praticamente sem erro. Dei um passinho a mais na saída, mas foi só um décimo que perdi", afirmou o brasileiro, que foi o mais aplaudido na arena ao encerrar sua apresentação. (Portal Brasil 247)
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