sexta-feira, 31 de julho de 2015

Instituto Lula é palco de brigas entre lulistas e não-lulistas

Manifestantes brigam no Instituto Lula
No dia seguinte de ter sido alvo de uma bomba caseira, o Instituto Lula, escritório político do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi palco nesta sexta-feira (31) de uma briga entre pessoas contrárias e favoráveis ao governo federal.
O incidente aconteceu por volta das 9h, quando militantes petistas se depararam, na frente da sede da entidade, com um grupo que protestava pela prisão do ex-presidente petista. Os cinco manifestantes haviam montado, em frente ao escritório político, uma barraca com bambu e panos nas cores da bandeira do Brasil. Na confusão, a barraca foi destruída e manifestantes sofreram agressões físicas.
A professora Daniela Sousa, 38 anos, relatou à Folha mostrando hematomas no braço e na mão que levou socos na nuca, no braço e que foi empurrada ao chão. "Nós nos organizamos para fazer um protesto. Mais tarde, apareceram uns vinte homens que começaram a nos ameaçar e vieram para cima, foi muito rápido", disse.
Segundo o professor Hermiton Costa, 45 anos, um dos organizadores do evento, o grupo chegou a ser confrontado pelo presidente nacional do PT, Rui Falcão. "Ele disse: 'Aqui vocês não vão ficar. Quem são vocês? Quem pagou vocês?', mostrou o dedo do meio para gente e foi embora", disse. Vídeo gravado pelos manifestantes, o qual foi cedido à Folha, mostra, no entanto, que o dirigente petista foi também alvo de hostilidade. Procurado, o presidente do partido não quis comentar o episódio. 
 (Folha de S.Paulo)

Mais um: Lava Jato não deixa escapar ninguém


Lava Jato: MP pede a prisão de almirante








Em petição protocolada na Justiça Federal no final da tarde desta sexta-feira (31), a força tarefa do Ministério Público Federal na Operação Lava Jato afirmou que o diretor-presidente licenciado da Eletronuclear, o almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, não conseguiu comprovar quais serviços sua empresa, a Aratec, teria prestado para receber pelo menos R$ 4,5 milhões de empreiteiras que mantinham contratos com a empresa de energia nuclear.
Os procuradores pediram ao juiz federal Sergio Moro que decrete a prisão preventiva tanto de Othon quanto do executivo da Andrade Gutierrez Flavio Barra. Ambos estão presos em regime de prisão temporária e, por isso, podem ser soltos a partir de sábado, quando venceria o prazo máximo de cinco dias. Sérgio Moro analisará o pedido do Ministério Público para decidir se transforma as temporárias em preventivas ou se libera os dois investigados.
Sobre a necessidade das prisões, os procuradores mencionaram necessidade de "garantia da ordem pública, econômica, por conveniência da instrução criminal e para garantir a aplicação da lei penal".
"Não há nenhuma evidência de que foram prestados os serviços, não há nenhum produto da contratação. Nada foi encontrado na sede da CG Consultoria, nada com relação a essa contratação foi exibido pela Aratec e pelo investigado Othon. Absolutamente nada foi encontrado em relação a CG Consultoria nas buscas na Aratec e na residência de Othon", escreveram os procuradores.
 (Da Folha de S.Paulo - Gabriel Mascarenhs e Rubem Valente)

Professores portugueses ministrarão curso de dança esportiva no Campus do Pici

Um curso de dança esportiva, ministrado pelos professores portugueses Alexandra Cunha e Armando Tinita, será realizado quarta-feira (5), das 18h30min às 21h30min, na sala de dança do Instituto de Educação Física e Esportes, no parque esportivo do Campus do Pici Prof. Prisco Bezerra, da UFC. 

As inscrições estão abertas para a comunidade em geral e podem ser feitas até o dia 3  na coordenação do Curso de Educação Física. A inscrição é feita para casais, no valor de R$ 10,00 para cada dupla, e os participantes terão direito a certificado.

O curso abordará a dança esportiva, modalidade que, embora ainda pouco divulgada no Brasil, é reconhecida pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) desde 1997. A dança esportiva figura entre as modalidades que pleiteiam fazer parte dos Jogos Olímpicos. Alexandra Cunha e Armando Tinita já participaram de diversos eventos internacionais de dança esportiva em países como Inglaterra e Espanha.

Fonte: Instituto de Educação Física e Esportes da UFC 

Angra 3: Mais uma vez envolvimento de grandes empreiteiras

Provas em cartel de Angra 3 são robustas para instaurar processo, diz Cade

De São Paulo
Do Uol
Responsável por investigar formação de cartel e práticas anticoncorrenciais, o superintendente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Eduardo Frade, disse que as provas apresentadas até o momento do chamado cartel de Angra 3 são bastante robustas. "Achamos que temos indícios suficientes para instaurar um processo administrativo", afirmou.

O Cade anunciou nesta sexta-feira, 31, que firmou um acordo de leniência com a Camargo Corrêa pelo qual a empresa, em troca de uma punição menor, dará informações e provas sobre suposto cartel na licitação para obras da usina de Angra 3.
Segundo Frade, entre as provas apresentadas para o acordo estão contas telefônicas, e-mails e documentos. "Há um relato da Camargo de forma muito detalhada de como funcionou o cartel", completa Frade.
Ele explicou que o acordo, no momento, se restringe a apenas uma licitação, mas o conselho investigará a atuação do cartel em outras obras.
Acordo
O Cade vinha negociando o acordo com a Camargo Corrêa há quatro meses. Nesta semana, a Polícia Federal prendeu o presidente licenciado da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva, e o executivo da construtora Andrade Gutierrez Flávio Barra, na 16ª fase da operação Lava Jato, batizada de Radioatividade. A investigação apura o pagamento de propina para as obras de Angra 3.
Foi feita ainda uma operação de busca e apreensão e o Cade já pediu acesso aos documentos apreendidos pela PF. A Camargo Corrêa e o ex-presidente Dalton Avancini, que fizeram agora acordo com o Cade, também fizeram acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal, o que motivou a Radioatividade.
O relato da Camargo traz evidências de que os consórcios UNA 3, formado por Andrade Gutierrez, Odebrecht, Camargo Correa e UTC, e o consórcio Angra 3 (formado por Queiroz Galvão, EBE e Techint) fizeram acordo para combinar preços na licitação. Em março, o Cade firmou acordo de leniência para apurar cartel em licitações da Petrobras.

Pdridão campeia no processo de delações premiadas

Catta Preta no Jornal Nacional: uma denúncia grave e uma história mal-contada


Catta Preta no Jornal Nacional: uma denúncia grave e uma história mal-contada

Para Fernando Brito, do Tijolaço, o gangsterismo judicial e parajudicial da Lava Jato atingiu até o exercício da advocacia. Há uma podridão evidente no processo de delações premiadas – que se tornou um negócio – e no jogo de interesses que existe em torno dele

Por Fernando Brito, no Tijolaço

A entrevista da ex-advogada do denunciador de Eduardo Cunha, Júlio Camargo, de Paulo Roberto Costa e de vários delatores da Lava Jato, a Dra. Beatriz Catta Preta, aoJornal Nacional  é grave, estranha e incompleta.
Ela diz ter recebido ameaças “veladas, cifradas”.
Perfeitamente, é possível: os interesses atingidos com o depoimento-bomba de seu ex-cliente são, por certo, os de gente mafiosa, capaz mesmo de ameaçar a integridade física.
Contudo, é difícil crer que, com a publicidade em torno do caso e diante do que era dever de D. Beatriz – procurar a polícia e identificar os autores da ameaça –  que alguém pudesse levar algum plano de violência em frente.
Mas a Dra. Catta Preta  sequer diz como as tais ameaças se deram. E ameaças a parte em processo judicial (ou seu representante legal, o advogado) são crime previsto no Art. 344 do Código Penal, o de coação no curso do processo.
Exige-se, portanto, que a Polícia Federal, a Ordem dos Advogados, Ministério Público  e o próprio Juízo investiguem e procedam criminalmente contra quem fez tais ameaças.
Não falo no Ministério da Justiça, porque dali só saem gaguejos.
Mas se as ameaças foram “veladas, cifradas”, uma advogada criminal experiente – presume-se que o seja, dada a fama que a precede e o vulto das causas que patrocina – iria fechar e esvaziar seu escritório às pressas, demitir todos os funcionários, despachar a família para o exterior e anunciar que estava “encerrando a carreira” na advocacia?
Obvio que não.
Das duas, uma.
Ou as ameaças aconteceram de forma não tão velada ou cifrada como se está dizendo e a Dra. Catta Preta teve, de fato, motivos para atitudes tão drásticas para alguém que, agora, tinha alcançado o estrelato jurídico e, consequentemente, a perspectiva de uma ótima remuneração profissional.
Embora seja direito da Doutora abandonar a profissão, dedicar-se às prendas do lar, se assim o quiser, ou a qualquer outra ou nenhuma atividade, é certo que isso ou não é verdade ou ocorreu por uma ameaça muito forte e verossímil.
Ou, a segunda hipótese, é que nada ocorreu e  a Doutora simplesmente deu por encerrada – com honorários polpudos, embora, como ela diz, distantes de R$ 10 milhões (estes, a metade do que o repórter Cesar Tralli diz ser o comentário de deputados e de advogados da Lava Jato dizem ter sido o preço cobrado por ela), ainda assim são muito bons para alguém que sequer teve de sustentar a inocência de seus constituintes, mas apenas negociar com o MP as suas confissões e reduções de pena.
Uma ou outra, o fato é que o gangsterismo judicial e parajudicial da Lava Jato atingiu até o exercício da advocacia.
Há uma podridão evidente no processo de delações premiadas – que se tornou um negócio – e no jogo de interesses que existe em torno dele.
A decisão do Supremo que permite que ela silencie na CPI sobre as questões ligadas ao sigilo profissional que mantém com seus agora ex-clientes de nada servirá quando ela for questionada sobre as ameaças que a fizeram abandonar os casos e é certo que ela será duramente inquirida sobre quem fez e como se fizeram as ameaças “veladas, cifradas” que diz ter recebido.
Ou aponta seus autores e a forma com que se deram as intimidações (como boa advogada, certamente terá gravado telefonemas ou retido correspondências que as revelem) ou, infelizmente, será massacrada como foram as vítimas das delações que ela própria patrocinou.

Foto: Reprodução

Com essa história de Catta Preta, acabei lembrando do Tenório Cavalcanti…nem sua "Lourdinha", nem muito menos sua indefectível Capa Preta o livraram do "destino"…


Kátia Abreu constrange governador do Paraná ao compará-lo a Alex de "Vidas Roubadas"

Ministra cria saia justa ao comparar Beto Richa a protagonista de novela que sai com prostitutas


Comparação da ministra Agricultura, Kátia Abreu, causou saia justa com Beto Richa, cujo governo no Paraná tem integrantes investigados pedofilia e corrupção; segundo a “Menina Veneno”, como é conhecida a ministra, o tucano é parecido com o Alex, personagem do ator global Rodrigo Lombardi, na novela “Vidas Secretas”.
Comparação da ministra Agricultura, Kátia Abreu, causou saia justa com Beto Richa, cujo governo no Paraná tem integrantes investigados pedofilia e corrupção; segundo a “Menina Veneno”, como é conhecida a ministra, o tucano é parecido com o Alex, personagem do ator global Rodrigo Lombardi, na novela “Vidas Secretas”.
Do Esmael Morais

A coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo, edição desta sexta-feira (31), registra que a ministra da Agricultura, Kátia Abreu (PMDB-TO), conhecida como “Menina Veneno”, constrangeu o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), durante evento de produtores de animais em São Paulo, ao compará-lo a Alex, personagem do ator Rodrigo Lombardi na novela global “Vidas Secretas”.
O governador paranaense teve recentemente funcionários de confiança no Palácio Iguaçu, e na Receita Estadual de Londrina, envolvidos em escândalos de pedofilia. A comparação trouxe à cabeça de muitos a lembrança do fotógrafo Marcelo “Tchello” Caramori, ex-assessor do tucano, organizador de book rosa, que agora foi convertido em delator do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).
Na novela da TV Globo, o empresário Alex tem predileção pelas prostitutas.
A seguir a informação da Folha de S. Paulo:
CONTRAPONTO
O galã da ministra
No inspirado discurso que fez na abertura de um evento de produtores de animais em São Paulo, a ministra Kátia Abreu decidiu sair do script e fez uma saudação especial ao governador paranaense, Beto Richa (PSDB).
—Não sei se já disseram para o senhor… Mas o senhor parece muito com um galã, aquele das histórias secretas. Está aí todo bonito… —disse, arrancando risos.
Ao final do encontro, coube ao paulista Geraldo Alckmin (PSDB) esclarecer aos jornalistas:
—Ela estava falando do Alex, de Verdades Secretas —explicou o tucano, sobre o personagem vivido por Rodrigo Lombardi na novela global.

Nessa história quem é o animal irracional?

O que motiva alguém a caçar um animal por esporte?

Pesquisa pode nos dizer o que está por trás da lógica do dentista que matou o leão Cecil

REVISTA GALILEU
Você provavelmente já ouviu falar da morte de Cecil, um adorado leão do Zimbábue, causada por um dentista americano. Walter Palmer teria pagado US$55 mil dólares para que caçadores atraíssem Cecil para fora da área protegida do Parque Nacional de Hwange e, então, após uma caçada de 40 horas teria matado o animal. De acordo com o NY Times, Walter planejava empalhar a cabeça de Cecil e colocá-la como objeto de decoração em sua casa.
O dentista, alvo de protestos, se defendeu, afirmando que não sabia que matar o leão era ilegal. Mesmo assim, o governo do Zimbábue pediu a extradição do americano, alegando que ele deve ser julgado no país. 
O caso, que nós acompanhamos aqui na GALILEU, levantou uma reação em comum em boa parte de nossos leitores: a incredulidade. O que leva alguém a sair do seu país com o objetivo de matar uma criatura como Cecil por esporte? Mesmo que caçá-lo fosse legal (o que, ressaltamos, não é), por que alguém faria isso? Lembramos que o leão não é a primeira criatura morta por Palmer: ele é membro do Safari Club International, uma organização sem fins lucrativos que luta pelos 'direitos dos caçadores'. No site da organização, estão listadas 43 caçadas de Palmer - uma delas inclui a morte de um urso polar. Por que? O que motiva Palmer e seus colegas a gastar tanto dinheiro para matar um animal?
De acordo com a socióloga da Universidade de Windsor, Amy Fitzgerald, a resposta tem a ver com uma demonstração de poder e prestígio. Em 2003, ela e uma colega publicaram uma pesquisa no periódico Visual Studies em que analisaram 792 fotos de caçadores com suas caças publicadas em revistas de caça populares. A maior parte das fotos mostrava o domínio do caçador sobre o animal, normalmente o humano era fotografado sentado sobre os animais ou os segurando, demonstrando a dinâmica de poder envolvida na situação. E, claro, nas imagens o animal estava 'arrumado' - o sangue era limpado e as feridas eram escondidas da visão, para que o bicho parecesse vivo. Então os caçadores são retratados como heróis que dominaram os animais. 
Mas é apenas uma mostra de um poder que, na verdade, não existe na questão da caça, na forma física. Na antiguidade, leões eram capturados e soltos em uma pequena área para que reis pudessem matá-los. Mas a caça, em si, havia sido feita por outros homens que não apareciam nos registros. Da mesma forma, especialistas de Zimbábue trouxeram Cecil para fora do parque em que estava protegido e o colocaram em uma área para o abate por um homem capaz de pagar pelo serviço. Quem aparece na foto? Palmer, o homem com o dinheiro e o poder. Ou seja, a caçada continua uma forma com que homens ricos mostram a sua influência. 
O antropólogo Michael Gurven, da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara, estuda tribos de caçadores e coletores na Amazônia e nota a gritante diferença entre o caso de Cecil e as situações em que alguém precisa matar um animal para garantir uma refeição. "Entra a questão do consumo. Estudo pessoas que matam animais porque não tem escolha, para se alimentar. E aí vem alguém e paga US$55 mil dólares pela oportunidade de se colocar em uma situação de risco e matar um leão". 
Sim, Palmer pagou para sentir a adrenalina. Mas a parte do consumo certamente falou mais alto. Cecil era um alvo relativamente fácil. Ele era acostumado a andar perto de humanos, então não teria a reação de um leão comum da savana. A adrenalina pode ter vindo do fato de ser uma caça ilegal. Como, afinal, o dentista levaria a carcaça de Cecil para casa, para colocar a sua cabeça em uma parede? Ter a cabeça lá seria um outro sinal de influência, muito além do poder da caça, mas do poder do dinherio do americano. Ele pagou para ter a foto. Provavelmente estava preparado para pagar mais para demonstrar seu poder ao pendurar a cabeça de um leão na parede. 

Caçadores muitas vezes se enganam ou se deixam enganar por pessoas que dizem que o dinheiro investido na caça é revertido para fundos de preservação da natureza. O Science of Us aponta que os caçadores vêem na caça uma forma de se integrar à natureza, uma forma de aproveitar a sua beleza. Mas críticos (e nós) vemos uma forma de ressaltar uma relação de poder por meio do consumo

Propinas vêm de longe!!!

DELATOR DIZ QUE PROPINAS COMEÇARAM NO GOVERNO DE FHC

:
Mário Góes revelou aos investigadores da Lava Jato que ouviu do ex-gerente de Serviços Pedro Barusco que Denise Kos, operadora de contas para movimentar propinas na Suíça, foi apresentada a ele por Julio Faerman, representante da SBM que negociou suborno desde o primeiro contrato de navio-plataforma da Petrobrás, na década de 1990; Denisa também intermediu repasses a Góes; a Polícia Federal mostrou que ele recebeu de empreiteiras, entre 2003 e 2014, R$ 220 milhões, e também identificou um pagamento no valor de R$ 70 mil, em 2007, a Barusco

Brasil 247
247 - Em seu depoimento à Polícia Federal nesta terça-feira, 28, o novo delator da Lava Jato Mário Góes revelou aos investigadores que o esquema de corrupção na Petrobras começou durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
Góes contou que ouviu do ex-gerente de Serviços Pedro Barusco que Denise Kos, operadora de contas para movimentar propinas na Suíça, foi apresentada a ele por Julio Faerman, representante da SBM que negociou suborno desde o primeiro contrato de navio-plataforma da Petrobrás, na década de 1990.
Denise também teria atuado na criação da empresa Maranelle e da conta de mesmo nome na Suíça, utilizadas por Góes e Barusco para movimentar propinas do caso Petrobras no exterior.
A investigação da Polícia Federal mostrou que Góes recebeu de empreiteiras, entre 2003 e 2014, R$ 220 milhões. A PF também identificou um pagamento feito pelo operador no valor de R$ 70 mil, em 2007, a Barusco.
Leia aqui reportagem de Mateus Coutinho e Julia Affonso sobre o assunto.

Novo Superintende da SUDENE fala onde deverá s ser aplicado o dinheiro do orçamento do órgão

Falando como novo Superintendente, JP destaca orçamento de R$ 1,3 bilhões e reforma do prédio da SUDENE

O superintendente da Sudene, João Paulo, afirmou que a sua gestão à frente da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste vai priorizar, neste primeiro momento, o financiamento de R$ 1,3 bilhão ainda disponível no orçamento do FDNE deste ano, a ser aplicado em empreendimentos que venham a se instalar na Região Nordeste. Esse valor irá “alavancar R$ 650 milhões de contrapartida, gerando um total de R$ 2 bilhões de investimentos no Nordeste em um momento de crise”, enfatizou o superintendente.

A finalidade do FDNE é assegurar recursos para a realização de investimentos na área de atuação da Sudene em infraestrutura e serviços públicos e em empreendimentos produtivos com grande capacidade germinativa de novos negócios e novas atividades produtivas. Entre os empreendimentos financiados pelo FDNE estão o Polo Automotivo Jeep (Goiana/PE) e a Transnordestina, cuja participação do Fundo correspondem a R$ 1,9 bilhão e R$ 3,8 bilhões, respectivamente. O orçamento anual do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste vem girando em torno de R$ 2 bilhões.

João Paulo afirmou que vai priorizar, também, o cuidado com as pessoas, como fez quando foi prefeito do Recife. Isso inclui um esforço concentrado na recuperação do Edifício Sudene. Ele ressaltou a importância política e histórica do prédio, e que, inclusive, vai retomar o processo de tombamento pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Os jardins do Edifício foram projetados pelo paisagista Burle Max há cerca de 40 anos e conta com mais de 60 tipos de plantas. O edifício ocupa uma área de 7,6 ha, que abriga o edifício-sede, anexos, estacionamentos e jardins.

O superintendente da Sudene acredita que as obras de recuperação do prédio acontecerão com a brevidade necessária, uma vez que a Justiça permitiu a contratação em ritmo de emergência, na forma de dispensa ou inexigibilidade de licitação. A Autarquia ocupa 25% do Edifício, enquanto o TRT, IBGE e Ministério da Saúde ocupam, respectivamente, 35%, 11% e 10%, além das outras 10 entidades que compõem o Condomínio.


* Com conteúdo da ASCOM/SUDENE

Acho muito estranha a atitude de Beatriz Catta Preta, essa senhora advogada dos delatores do caso Lava Jato. Não dá pra engolir esse desligamento total do caso e de sua própria vida profissional, vinda de uma advogada criminal do porte de Catta Preta. Nessa atitude, deve haver muito mais mistérios do que pode alcançar “toda a nossa vã filosofia".

Medica, advogado e estudante de direito pagam caro por irreverência

Jovens de classe média alta presos após o furto de um cone da AMC já estão soltos após pagarem fiança

Blog do Fernando Ribeiro
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A médica Emanuela Sobreira  Lacerda foi detida junto com os dois amigos

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Almir Ângelo Magalhães Neto e Dmitri Montenegro Ribeiro: autuados no 2º DP
A Justiça deve receber nesta segunda-feira (27) os autos da prisão em flagrante de uma médica e dois amigos, um deles advogado e o outro, estudante de Direito. Os três foram autuados pela Polícia Civil,  por crime de furto. O procedimento aconteceu no plantão do 2º DP (Aldeota), no fim de semana. Os três teriam  furtado um cone sinalizador de tráfego, pertencente ao patrimônio da  Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania de Fortaleza (AMC).
O caso ocorreu na manhã do domingo (26), depois que o trio foi perseguido por viaturas da AMC com o apoio da Polícia Militar e da Guarda Municipal. Os três ocupantes do veículo pararam o automóvel na Avenida Padre Antônio Tomás, na Aldeota, e furtado um dos cones que serviam para isolar um lado da pista destinado a ciclistas.
Emanuela Sobreira Lacerda, Almir Ângelo Magalhães Neto e Dmitri Montenegro Ribeiro foram levados para o plantão do 2º DP e o veículo rebocado. Na delegacia, eles tentaram negar o fato, mas a delegada Juliana, de plantão naquela distrital decidiu lavrar o flagrante, mesmo diante de muita pressão.
Fiança
Os três, porém, já estão em liberdade, pois foram soltos mediante o pagamento de fiança. Advogados dos três suspeitos acompanharam todo o procedimento na delegacia, bem como, o exame de corpo de delito dos três,  realizado na sede da Perícia Forense do Estado (Pefoce).
Segundo informações da AMC, o carro em que os três jovens se encontraram tinha 57 multas por excesso de velocidade.
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Cartão de crédito: Quem não tiver controle se ferra

Juros do cartão chegam a 372% ao ano
Os juros das principais modalidades de crédito bancário continuaram a subir em junho, segundo dados apresentados pelo Banco Central, (BC) ontem. A taxa média do cartão de crédito – líder na preferência dos brasileiros – teve uma elevação bastante significativa de seus juros. No caso do rotativo do cartão alcançou 372% ao ano (a.a.). Em igual período do ano passado, a taxa era de 308,3%. Entre todas as linhas de crédito bancário, o rotativo é a mais cara para o consumidor.
Já a média do cheque especial foi de 241,3% a.a., sendo esse resultado o pior desde dezembro de 1995, quando registrou 242,23%. De acordo com a série histórica da autoridade monetária, o maior valor para o cheque especial desde o Plano Real são os 294% ao ano, de julho de 1994, início da pesquisa mensal de crédito da instituição. No período, a alta dos juros ficou concentrada no segmento de pessoas físicas, sendo que as taxas para esse segmento avançaram 0,7 ponto percentual, para 35,5%, novo recorde. Para as empresas, a taxa subiu 0,4%, para 19,2%.
Balanço
Considerando todas as modalidades de crédito para pessoas físicas, a taxa média de juros em junho atingiu 58,6% ao ano, ante 57,3% registrados em maio. É a maior média da série histórica do BC, iniciada em março de 2011. A inadimplência do consumidor se manteve estável, em 5,4%. Já os atrasos de 15 a 90 dias, que funcionam como um indicador prévio do calote avançou 0,1% no mês, chegando a 5,5% do total de créditos contratados.
De acordo com o Banco Central, no caso das operações de crédito pessoal para pessoas físicas (sem contar o consignado), a taxa média cobrada pelos bancos somou 111,9% ao ano em junho, contra 111,3% ao ano em maio. Nesse caso, houve uma alta de 0,6 ponto percentual. Ainda segundo o BC, a taxa média de juros cobrada pelas instituições financeiras nas operações do crédito consignado (com desconto na folha de pagamento) somou 27,3% ao ano em junho - patamar semelhante ao de maio. É a taxa mais alta desde abril de 2012 (27,5% a.a.), e permanece sendo uma das linhas de crédito com menor taxa de juros do mercado.
Segundo o BC, a taxa média de juros para aquisição de veículos por pessoas físicas, por sua vez, somou 24,7% ao ano em junho, contra 24,8% ao ano em maio deste ano. Para as empresas, o juro das operações com recursos livres saiu de 26,9% para 27,5%. Já o juro médio total com recursos livres subiu de 42,5% ao ano, vistos em maio, para 43,5% no mês passado.
 Novos créditos
No mês passado, foram contratados R$ 86,9 bilhões em operações de crédito para pessoas físicas, queda de 1,2% em relação ao mês anterior. Já o estoque cresceu 0,7%. Considerando o total de crédito, houve crescimento de 0,6%. Na comparação com o PIB (Produto Interno Bruto), o estoque de crédito avançou de 54,4% para 54,5% entre maio e junho. O percentual permanece abaixo do registrado no final do ano passado (54,7%). O crédito livre cresce a uma taxa de 5% em 12 meses. Já as operações com juros e direcionamento controlados pelo governo, que incluem BNDES e crédito imobiliário, cresceram 13% na mesma comparação.
O relatório do BC revela, ainda, que o custo médio do dinheiro subiu 3,7 pontos percentuais nos últimos 12 meses. O aumento dos juros bancários acompanha a alta da taxa básica da economia (Selic), fixada pelo Banco Central a cada 45 dias para tentar conter as pressões inflacionárias – sendo que, desde outubro do ano passado, o BC vem subindo os juros sucessivamente. Naquele momento, a taxa estava em 11% ao ano e, no fim de maio último, já havia avançado para 13,75% a.a., um aumento de 2,75%. Os números mostram que os bancos elevaram suas taxas de juros ao consumidor de maneira mais intensa. Como a autoridade monetária elevou, mais uma vez, a Selic, o preço do dinheiro deve continuar a subir.
Aumento dos juros vai frear o consumo
O aumento da taxa básica de juros da economia, a Selic, em 0,5% ponto percentual, passando de 13,75% para 14,25% ao ano, segundo decisão unânime do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), deverá frear ainda mais o consumo das famílias e crescimento da economia brasileira. A opinião é do presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), empresário cearense Honório Pinheiro. A sétima elevação consecutiva atingiu o maior patamar desde julho de 2006, quando estava em 14,75% a.a.. A autoridade monetária também indicou que os juros devem apresentar as mesmas condições, nos próximos meses, como medida para reter a inflação.
Para Honório Pinheiro, a elevação dos juros em 0,5% não será capaz de resolver o aumento dos preços. “O Governo já vem realizando alguns ajustes, mas mortificar a atividade econômica, o consumo e os setores produtivos, não será a solução. O aumento da taxa vai reduzir ainda mais a expansão de crédito e a geração de empregos”, afirmou. O aumento dos juros básicos acontece em um período no qual a economia apresenta baixo nível de atividade, com altos índices de desemprego e PIB encolhendo. Porém, a estimativa é que os juros comecem a cair no próximo ano. “O País, agora, deve se movimentar para aprovar a jornada flexível de trabalho e fazer um sacrifício político para reduzir a alta carga tributária que assola comerciantes e é repassada aos consumidores”, concluiu Pinheiro.

PRETO NO BRANCO, coluna publicada no jornal O ESTADO

               SUDENE TEM NOVO SUPERINTENDENTE

Julieta Brontée
            O ex-prefeito do Recife, João Paulo Lima e Silva (PT), tomou posse, na última terça-feira (28), como novo superintendente da SUDENE. A posse contou com a presença dos governadores de quase todos os Estados do Nordeste, inclusive do governador do Ceará, Camilo Santana, que fez uma breve fala, destacando a importância para o resgate do protagonismo do órgão, de ter um perfil como o de João Paulo à sua frente. Também prestigiou o evento, como líder do PT na Câmara, o deputado federal José Guimarães, que assim como os demais presentes, fez a defesa do governo Dilma, especialmente no tocante à importância desse governo para o desenvolvimento do Nordeste.
            Uma das falas mais marcantes, porém, do ponto de vista da importância de ter João Paulo como novo dirigente do órgão, veio justamente de um governador de um partido que, em tese, hoje não está alinhado politicamente nem com o governo Dilma, nem com o PT, pelo menos em Pernambuco. Coube ao governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, do PSB, lembrar que com o fim das políticas de incentivos fiscais que tanto serviram para atrair empresas e investimentos para a Região nos últimos anos, só um perfil político, conciliador e extremamente bem relacionado como o de João Paulo para servir de interlocutor entre os Estados do Nordeste e o governo federal para possibilitar, através da SUDENE, revigorada, como agência atrativa de investimentos, que a Região continue a receber a devida atenção federal.
             Não é à toa que a solenidade contou, ainda, com a presença de dois dos principais desafetos políticos de João Paulo, o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB) e o prefeito do Recife, Geraldo Júlio (PSB), com quem o próprio João Paulo deve disputar o retorno à prefeitura da capital pernambucana. Para que Júlio fosse prestigiar a posse de seu principal concorrente ninguém duvide que seria preciso um motivo muito forte: o fato de que sabe que vai precisar dele.

                        CURTO CIRCUITO
Haja cidadanias
           Com um trabalho marcado pelo equilíbrio e espírito conciliador à frente da Assembleia Legislativa, o presidente José Albuquerque vai colecionando títulos de cidadania estado a fora. O caso mais recente foi o de Campos Sales, cidade pela qual o ex-deputado Moésio Loyola trocou a sua cadeira, tida como cativa,  de parlamentar pela de chefe do executivo.
Pau neles!
           Segundo levantamento sobre o crescimento do número de freqüentadores das academias de defesa pessoal, as mulheres são hoje, em Fortaleza, 70% dos praticantes de Muai Tai, estilo de luta coreano que se destaca para contra-ataques. Diante do aumento de agressões físicas e sexuais às mulheres, muitos pilantras vão apanhar muito!...
Conciliação
         Virou moda, tanto no campo nacional, como no estadual e no municipal, fazer do aumento de impostos e outros ataques á economia popular arma remédio para aumentar a arrecadação. O resultado, no Ceará, está aí: o titular da Sefaz, Mauro Filho, anunciando a reconciliação com os milhares de inadimplentes do Estado.
Gravíssimo
           Em meio à crise econômica, que sufoca sempre os mais pobres, mais um motivo para aumentar o sofrimento dessa camada no país. Premidos pela falta de reajuste, condições de trabalho e de concursos para preencher vagas, servidores do INSS entram em greve. Complica-se a imensa fila de necessitados em busca de uma aposentadoria.
Um “gênio”
           O vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), chamado a “arrumar a casa” do relacionamento da presidenta Dilma com a sociedade, afirma que “os estados e os municípios devem trabalhar sempre para ajudar o país”. Mas esse “gênio” sabe que, ameaçados de falência,  nem estados, nem  municípios podem ajudar o país.
Também culpados
         Merece todo o apoio o movimento dos prefeitos do Ceará, em defesa dos interesses de seus municípios, em sua maioria quase ingovernáveis, sob os olhos dos “donos” da União. Contudo, ao insistirem em não “enxugar” suas despesas, eles têm também boa parcela de culpa.
Missão complicada
           O jovem governador Camilo Santana, se já carrega às costas a pesada “cruz” de administrar um estado sem recursos, tem a seu cargo, manter a harmonia dentro do seu próprio partido, o PT. Enquanto ele se desdobra para concretizar o apoio à reeleição do prefeito Roberto Cláudio, os rebeldes da “Lulu” só pensam em desalojá-lo da Prefeitura.
Encontro

            No próximo dia 04, na Assembleia, ocorrerá o III Encontro Municipal do Partido da República, por cujo crescimento se empenha o presidente de honra regional, ex-governador Lúcio Alcântara. A propósito, se o PR tiver mesmo que crescer terá de ser “colado” com o PSB, hoje dirigido pelo ex-prefeito Roberto Pessoa, que ara a alma daquela sigla.

Coação de deputados deixa advogada apavora

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Catta Preta e um de seus ex-clientes, Paulo Roberto Costa: preocupação com integridade da família
Em entrevista exclusiva veiculada no Jornal Nacional (TV Globo) na noite desta quinta-feira (30), a advogada criminalista Beatriz Catta Preta, que atuava em nove dos 22 acordos de delação premiada da Operação Lava Jato, fez graves acusações contra membros da CPI da Petrobras. Dizendo-se ameaçada por deputados que integram o colegiado, Catta Preta anunciou o fim de sua carreira na advocacia para preservar a integridade física de sua família.“Não recebi ameaças de morte. Não recebi ameaças diretas, mas elas vêm de forma velada. Elas vêm cifradas”, diz a advogada, em trecho da entrevista.
Convocada para prestar esclarecimentos na CPI sobre a origem de seus honorários, Catta Preta diz que sua decisão está diretamente relacionada a um dos depoimentos do lobista Julio Camargo. Um dos presos que colaboram com a Justiça em regime de delação premiada, Camargo acusou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de receber US$ 5 milhões em propina no esquema de corrupção na estatal. Em seus primeiros relatos, o delator não havia denunciado Cunha por “medo”, diz a advogada.
“Receio. Ele tinha medo de chegar ao presidente da Câmara”, afirma Catta Preta, instada a comentar o que o teria feito mudar de ideia. “A colaboração dele, a fidelidade, a fidedignidade da colaboração. O fato de que um colaborador não pode omitir fatos, não pode mentir, o levaram então a assumir o risco. Aquele risco que ele temia, em levar todos os fatos à Procuradoria-Geral da República”, acrescentou a advogada.
Diante dos novos desdobramentos da Lava Jato, Beatriz Catta Preta já determinou o esvaziamento completo de seu escritório. Todos os funcionários foram dispensados e as salas desativadas. Depois de 34 dias de férias em Miami, ela ainda se diz “perseguida e intimidada”.
“Depois de tudo o que está acontecendo, e por zelar pela segurança de minha família, dos meus filhos, eu decidi encerrar a minha carreira na advocacia. Eu fechei o escritório”, concluiu a advogada.
Em ação paralela à decisão de Catta Preta, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) ajuizou pedido de habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) para que a advogada não seja obrigada a comparecer à CPI da Petrobras. Com críticas à CPI, o presidente do STF, ministroRicardo Lewandowski, já aceitou a solicitação da OAB. “É inadmissível que autoridades com poderes investigativos desbordem de suas atribuições para transformar defensores em investigados, subvertendo a ordem jurídica. São, pois, ilegais quaisquer incursões investigativas sobre a origem de honorários advocatícios, quando, no exercício regular da profissão, houver efetiva prestação do serviço”, justificou o magistrado.
Segundo o advogado de Eduardo Cunha, o ex-procurador-geral da República Antônio Fernando de Souza, as declarações veiculadas no Jornal Nacional não têm sentido.
Advogada criminal há 18 anos, Catta Preta é tida como uma das principais especialistas do Brasil em delação premiada, procedimento que exige dos depoentes provas justificando a concessão de redução de futuras penas. Marcada pela discrição, ela não costumava dar declarações públicas a respeito de seus trabalhos. Além de Julio Camargo, estavam entre seus clientes o ex-diretor e o ex-gerente da Petrobras Paulo Roberto Costa e Pedro Barusco, respectivamente. Recentemente, ela já havia desistido de atuar na Lava Jato.
Fator Kroll
Como este site mostrou mais cedo, a partir de informações do jornal O Estado de S. Paulo, os aliados de Eduardo Cunha na CPI da Petrobras solicitaram ao grupo de espionagem Kroll que priorize as investigações justamente sobre o lobista Júlio Camargo. A ideia dos pares do peemedebista é desqualificar a versão apresentada por Camargo aos investigadores da Lava Jato de forma a demonstrar que ele descumpriu, ao omitir fatos, seu acordo de delação premiada, o que poderia levar à anulação do acordo.
Dois dos maiores aliados de Cunha – Hugo Motta (PMDB-PB), presidente da CPI da Petrobras, e André Moura (PSC-SE), um dos sub-relatores do colegiado – foram responsáveis pela escolha de 12 dos alvos da empresa de espionagem. Ainda segundo a reportagem, apenas Cunha, Hugo Motta e André Moura, “em tese”, têm acesso à lista de investigados da Kroll – empresa que foi contratada sem realização de licitação, o que provocou protestos na CPI. Membro do colegiado, o deputado Ivan Valente (Psol-SP) diz que Motta esconde os trabalhos da Kroll.