terça-feira, 7 de julho de 2015

AMOR DE FACEBOOK, AMOR DE REDE SOCIAL

Certo dia, conversando com uma amiga sobre essas coisas de redes sócias ela disse: 
- Ju, por que tu não escreves sobre essa coisa de envolvimento amoroso em redes sociais, no facebook, por exemplo? -.
E eu disse: - Escrever o que, criatura?
E ela disse:
- Sobre esses caras que ficam cantando a gente em redes sociais. Tu sabias que tem uns que juram de pés juntos que estão perdidamente apaixonados? Menina, tenho amigas que já se envolveram durante meses com homens que conheceram nas redes sociais. Menina, tem homem que usa a rede social só pra dar contada na gente - .
Eu ri, e disse:
- Claro que sei, vivo recebendo cantadas, as mais variadas possíveis. Tem umas até interessantes mas tem outras que são um nojo! -. (gargalhadas... )

E lá vou eu
A verdade é que a curiosidade, talvez jornalística, tomou conta de mim e fiquei mesmo com vontade de escrever a respeito, não uma matéria, mas conjecturas sobre esses envolvimentos. Passei então a prestar mais atenção nas curtidas e até nos comentários que algumas mulheres e alguns homens fazem, às vezes, de umas bobagens que algum "amigo" ou “amiga” de face posta.e também me incluo nessa história (kkkkkkkkkkkkkkk). E fiquei pasma porque às vezes, os comentários beiram às raias da infantilidade. Essa curiosidade, então, levou-me a fazer uma pesquisa sobre essa coisa de gente que se envolve afetivamente com pessoas conhecidas em redes sociais. 

Não sei se já falei pra vocês, mas tô cansada de servir de confidente para amigos e amigas daqui do Face, não me perguntem por que? Eu não saberia responder. Talvez por viver sorrindo, as pessoas pensam que sou a cara da felicidade.Pois sim, vão pensando!!! Kkkkkkk.

Bem, mas voltemos ao que interessa.
Fui então à luta, conversei com amigas e com amigos e a conclusão foi a seguinte: Tem relacionamentos, claro que uma raridade, que até dão certo. Mas, nas redes sociais, a maioria é assim: Tem gente que se aproxima e se diz apaixonada por uma pessoa numa rapidez meteórica porque o negócio é se aproveitar. Depois que consegue o que quer, no mesmo galope com que se paixona se desapaixona e logo se apaixona por outra pessoa e fica nessa de pega aqui, pega ali, pega acolá e sai a cata de aventuras, sem se fixar em nenhum porto seguro. E adoram se fazer de vítimas e ficam dizendo nas redes sociais que sofrem de amor. Enfim, é uma carência generalizada.
Costumam dizer que seu lema é amar, que são movidos pelas emoções, que suas vidas são vividas com dores e com amores, uma verdadeira sofrência. Na verdade, depreende-se que essas pessoas nunca souberam e talvez nunca vão saber verdadeiramente o que é o amor, porque na verdade não se assumem, não assumem suas próprias identidades. Apenas seguem a vida dizendo frases feitas, que beijam bem na boca, fazem sexo gostoso, que dormem de conchinha e repetem “eu amo você, eu amutu”, e por aí vai num bla bla bla danado, mas, insaciáveis, seguem sempre a cata de novas “vítimas”.
E vão, e prosseguem, tentando enganar os corações solitários e sonhadores, os corações daquelas mulheres que, mesmo já tendo vivido tanto e até sofrido por amor durante tantos anos, mesmo assim, ainda se encantam e sonham com o frescor de um rostinho e com palavras bonitinhas, por vezes ditas em inbox, em menssages, em skyps, em WhatSapps, por vezes saídas dos googles da vida, muitas dessas frases feitas, também tiradas de letras musicais por quem não se deu nem ao trabalho de grifá-las ou colocar-lhes aspas, para propositadamente, enganar as menos avisadas, aquelas que teimam em viver uma doce ilusão, um doce veneno que fatalmente, em breve se transformará em picada de cobra.

Embora sejam figurinhas marcadas, esses caçadores continuam na incansável busca de flechar suas vítimas e o pior é que na maioria das vezes, conseguem. Amar, amar mesmo, isso, não souberam, não sabem e nunca irão saber. Não vivem de emoções, vivem de traquinagens. Não cresceram, nem vão crescer, só querem mesmo é se dar bem.

Para amar a alguém verdadeiramente é preciso primeiro saber amar a si próprio, é preciso ser grande, crescer, evoluir, trabalhar, produzir, não viver em função de redes sociais, de curtidas e de elogios fáceis vindo de pessoas que solitárias, também buscam ainda os sonhos de encontrar um grande amor, sonhos esses que, infelizmente, talvez jamais realizarão, principalmente, se procurarem em rede social. 

E eles continuam sua sanha, e enganam a si próprios, e prosseguem a olhar sempre para o próprio umbigo, a se acharem a última coca-cola do deserto, quando na verdade, a fábrica está bem ali de portas abertas, e eles, os enganadores, continuam a levar uma vida fútil, inútil, vazia, querendo se dar bem a custa de mulheres sonhadoras e solitárias. 

Se você esbarrar em algum tipo que se encaixe nessa descrição, minha amiga, e você cair, levante-se, tire a poeira, não olhe pra traz, simplesmente, dobre a esquina. Com certeza ele não merece de você nem um olhar de soslaio, podes ter certeza. 

E assim, a vida continua. E um dia, essas pessoinhas vão ficar velhas e verão que tudo foi ilusão, que o jogo foi mal jogado, que passaram pela vida e não viveram, e querendo enganar a outrem, simplesmente enganaram a si próprios. E essas pessoas estarão ali, velhinhas e sozinhas, sozinhas com a dor de não terem sabido viver um grande e verdadeiro amor. 

E pra quem fica me pedindo conselho, fazendo meus ouvidinhos de penico, tai o que tenho a dizer sobre isso. Falei, tá falado!

Se a carapuça serviu em alguém, desculpe-me, não foi a intenção da escriba pois o texto é um misto de ficção e de deduções tiradas de interpretações minhas após conversas com amigas facebookeanas. Afinal de contas, não sou nenhuma psicóloga ou psicanalista para entender ou interpretar o que se passa nessas cabeças, nesses corações. Repito, o texto não é dirigido especificamente à ninguém, pediram e eu escrevi. Não sou nem quero ser dona da verdade, mas, tai, espero que seja proveitoso para alguém, principalmente para as carentes, pois a carência deixa mulheres vulneráveis aos golpistas virtuais.

PS: Ah! Qualquer dia desses conto outra história, dessa feita, sobre um relacionamento meu com um amigo virtual. É, minha gente, também sou vulnerável, tão pensando o que? kkkkkkkkkkkkkkk

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